14 maio 2018

Especialistas Bunda-aconchegada | Bico fechado não é o mínimo - É dever

14/05/18 - Por Dennis Guerra: Após a grande repercussão da ação da policial militar Sastre, no último final de semana na cidade de Suzano, que evitou um ato criminoso ainda mais crítico, a internet e a mídia convencional foi inundada por supostos e prepotentes especialistas.


O texto abaixo, compartilhado por Kleber Camargo, trata em parte sobre o tema Especialistas em Segurança Pública. Sobre os outros tipos de especialistas que não são abordados no texto, cito aqui:

"Tem uns e outros que não tem a mínima noção do que se trata uma ação policial. É o tipo de pessoa que senta a bunda no aconchegante sofá de sua residência e se acha no direito de opinar em redes sociais como se fossem o símbolo de moral, justiça e ética. Bando de bebê chorão que, se um ladrãozinho batedor de carteira passasse a mão em sua bunda, ele já entregaria muito mais do que o dinheiro e aparelho celular. Nesses casos bico fechado não é o mínimo. É dever"Por Dennis Guerra 




A fraude dos especialistas em segurança

Por Aurílio Nascimento: Não é recente o aparecimento de dezenas de especialistas, consultores e estudiosos em segurança privada e pública opinando, sugerindo, ganhado os holofotes e muito dinheiro. Nos anos noventa, quando o crime de extorsão mediante sequestro atingiu níveis altíssimos no Rio de Janeiro, uma nuvem de especialistas em negociação surgiu. Militares reformados, advogados, engenheiros desempregados, curiosos e espertalhões integravam este verdadeiro panapaná, menos policiais. Panapaná? Achou estranha a palavra? É o coletivo de borboleta, e bem serve, por duas das principais características destes insetos, para designar os especialistas de plantão: surgem do nada e a vida é curta.

Apresentando um histórico profissional nem sempre confiável, os "especialistas" em negociação de extorsões mediante sequestro entravam em contato com os familiares das vítimas, oferecendo seus serviços. Um percentual sobre o valor abatido no pedido de resgate. Negociar com alguém que na primeira ligação diz: "nós quer um milhão de dólar", não era assim tão difícil. Ainda mais quando o sequestrador nunca tinha visto uma nota de dólar na vida, e muito menos sabia como se fazer a conversão para cruzeiro, a moeda nacional da época antes do real.

O fim dos sequestros também foi o dos especialistas em negociação. Porém, seguindo um preceito da natureza, eles adaptaram-se aos novos tempos, tornam-se famosos. Ganham muito dinheiro com palestras, comentários e sugestões.

Para se tornar ou reconhecer um "especialista" em segurança é fácil. Primeiro: exerceu por pouco tempo algum cargo na segurança pública ou militar sem nenhum destaque. Segundo: nunca investigou um crime ou prendeu um criminoso. Terceiro: nunca compareceu a um tribunal para auxiliar o Ministério Público na acusação de marginais. Quarto: nunca participou efetivamente de operações policiais. Quinto: todo o seu conhecimento tem origem na leitura de relatórios. Sexto: jamais interrogou um acusado. Sétimo: leu três livros sobre o assunto. Oitavo: tem raciocínio rápido para enrolar nas respostas. Nono: nunca portou armas. Décimo: fala demais.

Além dos dez pontos acima elencados, outros fatores criam uma aura de conhecimento infinito nos autoproclamados "especialistas, consultores e estudiosos". Sempre falar o óbvio, criticar a parte mais fraca, apontar erros em condutas sabendo apenas de poucos detalhes (...) Para saber mais clique AQUI. Fonte: Extra.


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