12 maio 2018

CIA e o Regime Militar | Mas quem buscará os responsáveis pelos 'justiçamentos' cometidos no mesmo período?

12/05/18 - Por Paulo Martins: (Comissão da Verdade defende revisão da Lei de Anistia no STF) Começou a ladainha novamente. A Lei da Anistia é uma garantia a todos os atores políticos daquele momento do país. Foi o que possibilitou ao país encerrar um períodos e iniciar outro. Revisar a Lei é inconstitucional (como já foi definido pelo STF) e serve apenas como palanque para aqueles ainda fazem disso o seu negócio. Saiba mais clicando AQUI.


"O justiçamento, em geral ocorrem por julgamento feito por combatentes de regimes de exceção, a partir de regras criadas por seus movimentos para se defender de pessoas consideradas traidores da causa. Geralmente se iniciava com uma denúncia dos próprios companheiros contra o que seria justiçado. Seguia-se um processo revolucionário, com o fornecimento de provas de defesa e acusação, semelhante aos tribunais revolucionários que na época do surgimento da URSS, executavam prisioneiros e traidores pertencentes ao grupo que estava no poder. Caso considerado culpado pelo grupo, o acusado era executado. No Brasil ocorreram casos de justiçamento onde o acusado não sabia que estava sendo julgado: tal prática acarretou, por exemplo, a morte do marinheiro inglês de 19 anos David A. Cuthberg no Rio de Janeiro em 1972. Ele foi morto por guerrilheiros membros ALN". Clique na imagem ao final do post.



Um caso mais antigo

"Suspeita de ser informante da polícia, Elvira Cupello, de 16 anos, foi estrangulada com uma corda de varal e enterrada no quintal de uma casa de subúrbio do Rio de Janeiro. O justiçamento de Elvira – mais conhecida nos meios clandestinos pelo codinome Elza Fernandes, ou simplesmente como "a garota" – ocorreu em 1936, realizado pelo Partido Comunista Brasileiro. A história foi recuperada em detalhes pelo jornalista e escritor mineiro Sérgio Rodrigues, no romance Elza, a Garota. Justiçamento foram feitos dos movimentos guerrilheiros das décadas de 1960 e 1970, que lutavam no Brasil contra a Ditadura Militar e diferem dos realizados por torturadores que agiam a serviço do Estado. Dava-se quando um membro de um grupo era enquadrado por traição ou por desejo de abandono de causa, o que era considerado pena capital devido a considerarem que eles teriam informações do movimento poderiam colocar em risco os combatentes. Porém, há notícias de justiçamento anteriores ao período ditatorial de 1964 a 1985, quando foi ordenada a execução de uma jovem que se acreditava ter fornecido informações às autoridades, fato que teria contribuído para o insucesso do levante por ele planejado, conhecido como a Revolta Vermelha de 1935".




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