PF queria condução coercitiva de Haddad, mas Justiça negou

Em outros depoimentos, a Andrade Gutierrez e a Odebrecht já apontaram que dívidas das campanhas do PT transitavam em outro diretório, o nacional, não o municipal.

01/06/17 - Na Operação Cifra Oculta, desdobramento da Lava Jato com mira no ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a Polícia Federal havia solicitado a condução coercitiva do político e de sua ex-vice, Nádia Campeão. O apelo dos delegados, que movimentaram de forma exacerbada 30 policiais às ruas de São Paulo, São Caetano e Praia Grande, teve que ser brecado pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Márcio Antônio Boscaro.


Isso porque a ação ostensiva, já cumprindo nove mandados de busca e apreensão no inquérito policial com base nas delações premiadas de executivos da UTC, chegou a tentar obrigar Haddad a prestar depoimento, de forma inesperada.

Com o juiz Boscaro negando o pedido, a Polícia Federal adiantou que Fernando Haddad será, então, intimado a prestar o depoimento. A informação foi dada pelo delegado da PF, Rodrigo Costa, após as medidas contra o ex-prefeito serem cumpridas na manhã desta quinta-feira (01).

O juiz da Zona Eleitoral de São Paulo, contudo, aceitou outros pedidos dos delegados: além da busca e apreensão relacionadas a Haddad, incluindo os de donos de gráficas que prestaram serviços à campanha do petista, em 2012, à Prefeitura de São Paulo, também autorizou o sequestro de bens dessas gráficas.

O inquérito analisa o pagamento da UTC a serviços gráficos no valor de R$ 2,6 milhões da campanha de 2012, quando Haddad arrecadou R$ 42 milhões para seu fundo, mas gastou R$ 67 milhões. As dívidas foram assumidas pelo Diretório Nacional do PT em 2013. Para saber mais clique AQUI. Fonte: GGN.

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Por Dennis Guerra