2010 / 2017

"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada"
Edmund Burke

"O Cão De Guarda Notícias era uma janela para o mundo que esteve aberta entre os anos de 2010 a 2017, deixando agora um vazio enorme em meu coração" Por Dennis Guerra

13 junho 2017

A criminalização do cigarro e marginalização do fumante

Enquanto uns defendem a legalização da maconha, os fumantes se sentem cada vez mais criminalizados e à margem da sociedade.

13/06/17 - Em um primeiro momento você poderia entender este texto como uma defesa ao vício no cigarro e ao seu consumo. Mas não, de forma alguma eu escreveria algo que pudesse até mesmo servir de incentivo a algum jovem desavisado sobre o tema. O que quero discutir é a inversão de valores na qual a nossa sociedade está imersa. Primeiro, veja abaixo a opinião do Coronel Edson Ferrarini, no Facebook:


"Quero repudiar a opinião do Ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso a favor da liberação da maconha e da cocaína sob o pretexto de esvaziar as cadeias. A opinião é absurda, já que a maconha e a porta de entrada em 90% dos meus pacientes que estão na cocaína. A opinião me espanta porque não é do Fernandinho Beira Mar e sim de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Só falta agora alguém propor não ser mais crime, a corrupção no Brasil, porque o juiz Sérgio Moro, esta lotando as cadeias do Paraná. Ministro Luís Roberto Barroso vai procurar a sua turma, pois como psicólogo repúdio esta proposta em nome das famílias e de nossos filhos. Se você concordar comigo me envie um comentário". Por Coronel Edson Ferrarini

Com o surgimento de leis proibindo o consumo de cigarros em locais públicos, surgiu uma linha de criminalização do cigarro e do seu consumidor, enquanto de outro lado o viciado em drogas ilícitas sente um afrouxamento das leis em seu favor. Hoje mesmo comentei com duas pessoas a respeito do assunto e o ponto de vista de ambas estava em sintonia com o meu. Veja ainda: Pistolas Glock para a Guarda Civil e a Teoria Dos Dois Fatores, de Frederick Herzberg

Nos ambientes de trabalho e educação (faculdades, por exemplo), você encontra (quando encontra) locais de fumantes que muitas vezes parecem uma zona dos enxotados, dos excluídos, dos marginalizados do convívio social. Não que o não-fumante deva se submeter a fumaça do cigarro, mas se a ideia é fazer o fumante se sentir mal por causa do vício, o que se consegue é fazer com que ele se sinta um excluído/marginalizado/criminalizado por conta do seu vício.

E certas vezes a fumaça que se espalha pelo ambiente (muitas vezes escolhidos de forma não criteriosa) acaba por desagradar os não-fumantes. Detalhe sobre as reclamações do não-fumante é que elas muitas vezes ocorrem quando não existe um chefe fumante.

Por outro lado, políticas públicas - como sinalizado em Qual a sua opinião sobre criação de local controlado para o uso de drogas? e até mesmo a defesa que muitos não-fumantes fazem contra a forma como os usuários de crack e outras drogas são tratados pelo Poder Público seguem outra linha. Não lhe parece contraditório?

Vídeo encaminhado por Luciano Brantes

Ahhh, mas se aquele carinha descolado - ou marginal mesmo - passa na calçada, no barzinho, na escola, na faculdade, quem realmente vai reclamar com ele sobre o consumo de entorpecentes?

Independentemente disso, a questão é como os fumantes estão sendo tratados hoje. Muitas vezes colocados em espaços que nem ao menos tem uma cobertura para os dias de chuva. Além do constrangimento quando alguém resolve gritar para ele (a) que largue o cigarro!

Ao lado, exemplo de cabines para fumantes no Japão.

Ora, se a intenção é que ele largue do vício, por que não se utilizam outras formas, como um local que faça mesmo um fumante se sentir respeitado (assim como o não-fumante também deve se sentir) e a fixação de cartazes informando os riscos do vício e outras medidas?

O texto lhe parece politicamente incorreto? Talvez seja mesmo, por isso eu o escrevi.


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