2010 / 2017

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Edmund Burke

"O Cão De Guarda Notícias era uma janela para o mundo que esteve aberta entre os anos de 2010 a 2017, deixando agora um vazio enorme em meu coração" Por Dennis Guerra

25 janeiro 2017

Polêmica - Guarda Civil Metropolitana e Proteção ao Prefeito

Após a polêmica gerada pela publicação da Folha De S.Paulo referente as equipes da Guarda Civil Metropolitana fazendo a segurança do prefeito de São Paulo, destacamos opiniões de outros especialistas no assunto.

25/01/17 - Por Dennis Guerra: Após a polêmica gerada pela matéria da Folha De S.Paulo, encaminhamos uma pergunta a outros especialistas. Aqueles que conhecem a realidade policial, assim como a legislação pertinente. Primeiramente, vejamos a opinião do próprio prefeito acerca do assunto e dos especialistas ouvidos pela Folha.


"Está dentro da Lei. Eu não moro em apartamento. Em prédio você tem recurso, tem proteção. Eu moro em uma casa lindeira a uma calçada e vocês acompanharam manifestações que foram feitas na porta de minha casa antes mesmo de eu me tornar prefeito empossado". Por Prefeito João Doria.

Logicamente, se o prefeito tivesse escolhido a Polícia Militar para fazer, tanto a sua segurança quanto a de seus familiares, muitos estariam indignados - e provavelmente a grande mídia nem teria dado importância ao caso. Veja ainda: Doria diz que GCM não vai retirar cobertor de morador de rua

E por quantas vezes tal fato já não ocorreu, reforçando ainda o que se é afirmado aqui. Independentemente disso, um fato que merece destaque é que, quando o prefeito se encaminha aos GCMs ali presentes, ele quebra o duro processo burocrático e tem acesso a demanda de forma direta. Quantas vezes o guarda civil tem a possibilidade de conversar com a maior autoridade da cidade de forma franca? Quantas vezes o prefeito tem a possibilidade de observar, por si mesmo, o estado das viaturas e uniformes de seus policiais? Pouco se fala, mas o fato dele observar que faltava iluminação no local de permanência dos GCMs e cobrar a manutenção do local, inclusive com a poda do capim alto, já mostra um mínimo de respeito por seus agentes. Foto: Base e carro da GCM que passaram a fazer vigilância em frente à casa do prefeito Doria

"O grande problema não é a GCM fazer a segurança do prefeito, mas ter de fazer isso na casa dele". Por Guaracy Mingardi.

Respeito muito o especialista Guaracy Mingardi, mas sobre essa afirmação, deixo a análise de José Carlos Freire. Por outro lado, pergunto por que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública não dá destaque aos especialistas oriundos das guardas municipais, como Eliel Miranda e Elvis de Jesus. Não desmerecendo o especialista acima, mas devemos considerar que em certos assuntos, seria melhor contactar quem realmente pode falar sobre ele.

"A legislação não prevê segurança contínua aos prefeitos, mesmo se for da PM. O mais correto seria o prefeito contratar segurança privada". Por Coronel José Vicente da Silva.

Nesse caso, seria melhor tomar conta do seu próprio jardim, pois lá o mato é bem mais alto do quer parece. Como eu disse acima, alguém poderia chamar especialistas fora do senso comum?

Mas devemos considerar ainda a resposta do Presidente do Sindguardas-SP, Clóvis Roberto Pereira, na referida matéria, que gerou desconfiança por partes de alguns:

"Não é comum fazer essa vigia. Com outros prefeitos, já fizemos em casos esporádicos. Mas o único problema é que falta gente. Certamente, esses veículos e agentes deixaram algum lugar da cidade sem operação".

Apesar de algumas pessoas terem questionado a resposta do Presidente do Sindguardas-SP, devemos considerar que ela foi, no mínimo, coerente. E a coerência se dá pela afirmação "... o único problema é que falta gente..." trazendo novamente à tona o problema do Concurso GCM 2013, parado deste a gestão Haddad.

E por falar em Haddad, e como destacado nas próprias palavras do senhor Clóvis Pereira, em sua gestão viaturas da Guarda Civil patrulhavam o perímetro de sua residência. àquela época, mesmo tendo essas informações, nos foi pedido que elas não fossem publicadas. Cumprida a promessa, eis que surge o momento pelo qual ele deve ser compartilhada. E pergunto qual seria a diferenças entre Haddad e Doria? Talvez a estratégia adotada (Em um caso rondas, no outro permanência). E mais: quando consideramos a acessibilidade do agente ao prefeito, citada no início desta matéria - comprovado até mesmo pelas redes sociais - devemos lembrar o quanto isso era improvável na gestão anterior.

E, finalmente, dentre todas as análises encaminhadas, destacamos algumas que, de certa forma, sintetizam as demais. Vejamos:

"Vale ressaltar que está em vigor a lei 13.022, de 8 de agosto de 2014, que dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais, o qual trás em seu artigo quinto: São competências específicas das guardas municipais, respeitadas as competências dos órgãos federais e estaduais: XVII - auxiliar na segurança de grandes eventos e na proteção de autoridades e dignatários. Podemos de forma superficial estabelecer que dignitários são as pessoas notórias, enquanto autoridades, são aquelas que estão estabelecidas na vida pública, tais como os vereadores e secretários. Também observamos que tal inciso não estabelece critérios de tempo, nível de proteção ou efetivo destinado a esta tarefa. Torna-se muito óbvio o posicionamento de que de nada adiantará proteger uma autoridade no seu horário de expediente e ignora-lo nos momentos de folga. Para isto, o tomador de decisão irá destinar a equipe adequada, no nosso caso, esta ordem poder vir do Prefeito, do Secretário ou do Comandante. Portanto, podemos pensar, que apesar de a reportagem trazer uma questão pontual, seu plano de fundo pode ser uma forma de diminuir as ações executadas pela Guarda Civil e questionar a validade do Estatuto das Guardas. A questão é: se estas viaturas estavam empregadas em uma proteção fixa em algum terreno invadido qualquer, iria refletir diferente na atividade desempenhada pela GCM ou iria chamar a atenção dá mídia"? Por José Carlos Freire.

"Falando como Bacharel em Direito, ele está sendo ameaçado e ele não é um mero servidor público. Ele é a maior autoridade do município. Se prestamos apoio em outras situações, o por que não nesse caso? A Constituição Federal garante que todos tem esse direito, inclusive ele - principalmente pelo cargo que ocupa. E por ter esse direito, ele não deve ser obrigado a pagar a segurança particular nesse caso. Agora, se ele tem esse direito, quem está na periferia, também tem. São dois pontos que devem ser vistos e pesados". Por Adriana Andreose.

"Acredito ser uma ação válida. Se o presidente da República tem apoio das Forças Armadas, do seu gabinete de segurança. O Governador tem o apoio da Polícia Militar, então por que não o prefeito ter apoio da sua Guarda Civil? Outro ponto é que os pichadores declararam guerra à prefeitura, e a casa do prefeito seria o principal alvo, como forma de desmerecer a sua gestão. Além do quê, a GCM não está ali pela proteção do cidadão Doria, e sim da figura da autoridade do município - aquele que representa a municipalidade. E isso ainda demonstra a confiança e valorização do seu próprio efetivo. Então é totalmente válida a ação". Por Dimi Mariano.

Nota do Editor OCDGN - Obrigado a você que colaborou para a construção desta matéria. Das opiniões contrárias às medidas de segurança destacadas na matéria da Folha, não obtivemos autorização para divulgação até o fechamento desta publicação. Até mesmo no que se refere à opiniões favoráveis, em alguns casos, a autorização nos foi negada por receio de possíveis perseguições políticas. Mesmo assim deixamos os nossos mais sinceros agradecimentos pela colaboração!

Agora, o que poderia ser o desfecho desta matéria, segue para um outro campo: Os de promessas de campanha. Fica agora uma pergunta no ar: O Prefeito João Doria, depois do aumento do limite de velocidade nas Marginais, seria capaz de retomar a Operação Radar, na qual agentes da Guarda Civil Metropolitana utilizariam novamente as chamadas pistolas-radar para a fiscalização de excesso de velocidade nas vias? Ficaremos no aguardo.






6 comentários:

  1. Estranho e que,entre polêmicas e pode e não pode, ninguém foi la ver as condições que os GCMs tem que ficar 12 horas a meio sem banheiro, principalmente para o afetivo feminino,sem iluminação a noite pois o próprio guarda teve que ser eletrista para mediar o momento da escuridão na base que ali está sem manutenção, sem uma água descente e esperar por uma outra equipe para pode jantar almoçar sem horário prévio.
    Ninguém vê o HUMANO, que está la amasando o barro.
    Nada mudou..triste.

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    1. Sidnei, apesar de 'ninguém ter ido verificar as condições' que você citou, elas nos chegaram por meio de pessoas que estão de serviço no local. Infelizmente se não abarcou a situação de forma completa, você está convidado a escrever sobre isso. Então o seu texto será publicado. Muito obrigado! Entre em contato pelo Whatsapp 11 95580-1702

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  2. Boa noite.

    A legislação federal é muito clara, a GCM deve proteger dignitários, e o Prefeito é o VIP numero 1, essa proteção é extensiva a ele, a casa e aos familiares diretos dele.

    Parabéns Metropolitana, parabens Prefeito João Dória Junior por acreditar na GCM SP.

    Elvis de Jesus

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    1. Inspetor Elvis, muito obrigado por sua inestimável colaboração!

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  3. Referente a vtrs na residencia do chefe di executivo na minha opinião é válido. Pois se todas autoridades constitue sua segurança através. Dos órgãos de segurança sito governador,senadores ,juizes,porque não o chefe di executivo com sua força de segurança que é a GCM de.instrandi confiança em nosso serviço para a proteção de sua familia.por outro lado ficamos em evidência cim o chefe maior senhor prefeito isso é inédito. Na prefeitura essa abertura de portas temos que analizar com bons olhos pois me surpreendi com atitudes desse prefeito.aonde muitos esperava que a era ortega voltaria ele fez tudo diferente colocando pessoas qualificadas e não partidaria.Que nossos representantes siga o exemplo do nosso prefeito vale mais a qualificaçao do que o partido.

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