02 fevereiro 2017

Mídia Alcoviteira - Quando ela lhe virar as costas, ainda estaremos aqui! (Atualizado)

Como a mídia e parte da sociedade - em nome de uma política de direitos humanos duvidosa - desejam desqualificar os agentes policiais no Brasil.

02/02/17 - Por Dennis Guerra: Após a publicação do texto abaixo, o colaborador Leandro Grabe nos encaminhou um artigo ainda mais completo do JurisWay, intitulado Cidadão Que Filma Ação Policial Pode Ser Arrolado Como Testemunha. Para saber mais clique AQUI ou no título anterior.

Veja também: Policiais no Brasil - Os riscos da profissão (Denúncias falsas)

Em nome de uma política de direitos humanos, muitas vezes duvidosa, a mídia e a sociedade, de modo geral, instigam a um pensamento: Por que é tão fácil filmar, discutir e polemizar ações policiais e, no entanto, não se têm a mesma 'coragem' para fazer os mesmos registros de ações criminosas?

- Por que um jornalista acredita que faça parte do seu papel social intrometer-se em uma ação policial, além do simples objetivo do registro dos fatos?

- Por que um freelancer acredita que ele pode instigar a parte - ou as partes - de modo a poder polemizar sobre um tema que, em uma situação comum, não teria tanta repercussão?

- Por que se discute tanto o corporativismo nas instituições policiais e não se faz o mesmo quando a sociedade organizada se blinda para proteger os seus, mesmo que para isso ela coloque em xeque tudo aquilo em quê ela acredita em nome de posicionamentos individuais em detrimento do coletivo?

- Por que somos tão hipócritas ao avacalhar o trabalho das polícias no Brasil e não temos o mesmo culhão para expor os atos criminosos tão severamente expostos - tanto aos mais humildes e, até mesmo, aos mais abastados?

- Por que ninguém me responde? Será que eles não têm culhões para enfrentar a verdade ou seria apenas porque não passam de alcoviteiros aguardando um momento para prostituir a notícia

Mídia Alcoviteira - Quando ela lhe virar as costas, ainda estaremos aqui!

Atualizada em 02/02/17 às 15:04 - A mídia alcoviteira convida a todos para se desfrutarem em suas matérias feitas nas coxas.

31/01/17 - Por Dennis Guerra: Parece um tanto pesado tratar um tema tão importante dessa forma? Seria, se os próprios alcoviteiros tratassem o tema com o mínimo de cuidado. Outro dia citei que não gosto do termo jornalista utilizado para definir o meu trabalho pelo OCDGN - exatamente por não ter essa formação - o que em nada desmerece a qualidade do trabalho apresentado aqui - e por ter a certeza que muitas vezes eles divulgam apenas o seu lado da estória (com 'e' mesmo).

Repórter Fotográfico Léo Pinheiro preso ao fotografar ação da GCM

O fotojornalista Léo Pinheiro foi levado pela guarda civil metropolitana, à delegacia de policia, sob alegação de obstrução a ação policial. Léo estava na região central de cidade, quando a equipe da GCM se preparava para revista de uma senhora moradora de rua. Movido pelo instinto jornalístico, o profissional se posicionou para documentar o fato quando foi abordado de forma ríspida e deselegante pelo guarda municipal, o ameaçando de prisão se fotografasse. Léo se identificou como jornalista e mencionou a lei de imprensa, sem sucesso. Foi dada à ele voz de prisão e as algemas estiveram em vias de ser colocada em seu braços.  O profissional foi conduzido na viatura, na condição de preso ao terceiro distrito policial. Imediatamente a Arfoc foi acionada através do diretor Miguel Schincariol, onde iniciou uma rápida mobilização. O presidente Marcos Alves, entrou em contato com Léo para dar apoio e acionou autoridades como a secretaria de segurança pública entre outros, na busca de pronta solução. Diretores da entidade como Jorge Araujo e Danilo Verpa também fizeram parte da força tarefa. Pressionados pela repercussão, guardas civis mudaram a versão na apresentação ao delegado, alegando que o profissional teria sido conduzido como testemunha. Claramente Léo foi desrespeitado, sofreu agressão verbal, ameaça de agressão física e em nenhum momento esteve na condição de testemunha. Foi preso! O profissional foi orientado pelo delegado a aceitar a condição de testemunha e posteriormente liberado. A prefeitura municipal de São Paulo, foi procurada através da secretaria de comunicação e não quis se pronunciar. Fica registrado nosso repúdio, ao desrespeito e falta de preparo da Guarda Civil Metropolitana da cidade de São Paulo. Fica registrado nosso descontentamento e solicitamos providências urgentes por parte do prefeito João Doria e seu secretário de segurança. Diretoria Arfoc-SP. Fonte: Portal Comunique-se

Quando penso em alguns leões-de-chácara colocados às portas dos canais de comunicação, considero que o melhor a ser feito é exatamente fugir do esteriótipo de jornalista/fotojornalista/freelancer. Mas algo deve ter um destaque merecido: a nota da SMSU em relação ao caso do fotojornalista abaixo citado. Veja ainda: Resposta do Secretário Municipal de Segurança Urbana à nota da SMSU

A Secretaria de Segurança Urbana, da Prefeitura de São Paulo, informou em nota que Pinheiro foi “conduzido normalmente” até a delegacia. “A Secretaria de Segurança Urbana informa que houve uma ocorrência de furto, na qual a suspeita começou a se despir no local. A Guarda Civil observou uma pessoa que estava fotografando a cena e teria pedido para que fosse testemunha no caso. Foi conduzido normalmente e, na delegacia, liberado pelo delegado de plantão. Se o jornalista sofreu algum procedimento irregular, deve procurar a Corregedoria da GCM, que está à disposição para receber qualquer notificação e apta a adotar as providências que forem necessárias”. Fonte: R7.

E sim, é obrigatório fornecer elementos que possam contribuir para a sua identificação, não sendo necessariamente obrigatória a apresentação de documentos. Todavia, mesmo que um homenageado Pulitzer aparecesse em sua frente e se intrometesse em sua ocorrência - com qualquer tipo de alegação e ainda, com o registro de imagens, ele passaria a ser considerado uma testemunha sim, 'seria convidado' para a delegacia.

Art. 68. Recusar à autoridade, quando por esta, justificadamente solicitados ou exigidos, dados ou indicações concernentes à própria identidade, estado, profissão, domicílio e residência. Fonte: Lei das Contravenções Penais

Considerando que a alguns dias discutimos o teor de outra nota divulgada pela SMSU, devemos agora destacar a relevância do texto acima, que preservou a imagem do bom profissional, os procedimentos adotados e, por fim, ainda foi gentil - sem perder a firmeza - com o socorromamãe e as suas alegações. A nota, em toda a sua plenitude, merece o nosso total respeito. 

Mas você sabe quem realmente contribui para dar forças a essas mesquinharias? Nós mesmos. Somos um bando de condicionados a dar a atenção desnecessária à essas criaturas infames. Basta uma ocorrência ter destaque nessa mídia porta de bordel que logo nos desdobramos em compartilhamentos e curtidas. E nisso eu serei bem enfático: enquanto você aproveita esse rápido momento de vitória, eles já estão preparando a próxima facada. E mais: Pragmatismo que serve apenas para o 'Analfabetismo Funcional Crônico'

Nós, dos canais de comunicação com o seu mesmo espírito, mesmo olhar, mesmas dores, enfim... estaremos aqui. Mesmo quando toda a grande mídia alcoviteira lhe virar as costas - mais uma vez! 


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O Cão De Guarda Notícias

Autor e Editor

Dennis Guerra Contato Whatsapp 11 95580-1702

1 COMENTÁRIOS DOS VISITANTES::

  1. Ótima resposta da secretaria ja se nota uma postura diferente tanto da secretaria como do chefe do executivo que esta ligado em tudo que aconte e com a guarda.Na ocorrência da praça 14 bis o prefeito vai receber os golfs envolvidos para agradecer pessoalmente o feito importante para toda corporação aonde vai reflatir positivamente,não só o Gcm Marcelo e seus companheiros e sim a GUARDA CIVIL METROPOLITANA.

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