22 novembro 2016

Planos de Comunicação e Estudo de Caso - Salvar o policial ou o traficante?

22/11/16 - Por Dennis Guerra: Sendo um estudante na área de Comunicação, a polêmica gerada em torno da enquete Salvar o policial levemente ferido ou o traficante gravemente ferido me traz enorme 😔curiosidade, e gera um interessante estudo de caso.

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Rede Globo saiu em defesa de sua apresentadora. O caso se deu após enquete do programa Encontro com Fátima Bernardes, no qual a apresentadora destacou um tema baseado no filme de Andrucha Waddington, recentemente lançado. Veja ainda: Alimentando os Lobos - Helicóptero da PM cai no Rio de Janeiro

"... Diariamente, o Encontro com Fátima Bernardes propõe temas e discussões relevantes ao público e à sociedade. No programa em questão, a partir da cena de um filme em cartaz que mostra o dilema ético vivido por um médico em uma emergência, o Encontro não só propôs a reflexão sobre o caso, como também convidou um médico especialista para esclarecer ao público sobre a conduta adequada em situações semelhantes à mostrada no filme...". Para saber mais clique AQUI. Fonte: Veja Abril
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Ligando os pontos

A Rede Globo - maior representante do chamado Quarto Poder - já a muitos anos, vem demonstrando um jornalismo tendencioso e parcial. O fato da enquete em si ter gerado tanta revolta seria mais como uma válvula de escape do público do que o tema abordado, pois, ali ficou claro que o dilema ético do médico - que jurou salvar vidas e se vê em uma situação complicada - não é diferente do dilema ético de um policial - que jurou proteger a sociedade, consequentemente, proteger a vida - e todos os dias lida com situações semelhantes. É aí é que está a questão: quantas vezes o jornalismo da Rede Globo dá destaque a essas ações?

Todos os dias, inúmeros policiais e pessoas de bem da sociedade são covardemente assassinadas. O policial tem por finalidade proteger essa mesma sociedade e a única diferença entre eles e o cidadão comum é que o policial conhece os riscos de sua profissão e o cidadão apenas deseja se sentir seguro. Mesmo conhecendo os riscos de sua profissão, é justo para o policial depender de um sistema falido como a Segurança Pública - estreitamente ligado aos inertes Judiciário e Legislativo?

A apresentadora não poderia se eximir da responsabilidade pelo programa, considerando a sua importância na equipe de produção. Sendo assim, não caberia dizer que a enquete fora tendenciosa e que isso foi obra dos produtores e, simplesmente, imposta a apresentadora. Logo, ela assumiu o risco.




O longa-metragem de Andrucha Waddington - profissional já conhecido pelo trabalhos realizados junto a emissora - e referenciado na enquete, nada teria de tão eloquente a ser destacado na Rede Globo (avalie a quantidade de produções importantes que jamais terão tal espaço na emissora) se não pela simples observação: o longa é uma produção da Globo Filmes e toda a polêmica gerada serve apenas para dar publicidade a película - muito mais do que promover um debate verdadeiramente sadio ao público. 

A afirmação 'pessoas que se identificaram como policiais ou simpatizantes', destacado pela emissora, é por si só uma forma de tentar reduzir o impacto negativo gerado pela enquete. Logicamente, toda uma classe policial sentiu-se atingida, e não apenas pessoas que se identificaram como tal.

Para um população com tão baixo acesso à educação em sua grande maioria, a pergunta sobre salvar um policial levemente ferido ou um traficante gravemente ferido perde relevância sobre a distinção do quadro. No final, baseado em um entendimento mais simplificado, a mensagem passada foi que a vida do policial tem menos relevância do que o criminoso.


Veja protesto de policiais em frente ao DHPP, e que não teve repercussão como os protestos envolvendo a morte de criminosos



Assista pelo seu smartphone


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Sobre Empresas e Planos de Comunicação

Quando as empresas lançam campanhas de comunicação - principalmente baseados em estratégias de marketing - com o seu público, o fazem por meio de um Plano de Comunicação. Na elaboração de referidos planos, as empresas avaliam o formato e, dentre outros pontos, a pessoa que representará a marca. Nesse caso ele é chamado Testemunhal. Para isso, avaliam o perfil a ser escolhido para essa representação e os possíveis riscos. Ninguém deseja uma pessoa conhecida por um escândalo de corrupção, por exemplo, representando uma entidade financeira. Correto?

Dentro desses projetos de comunicação, o plano destaca ações de contingências em situações de crises que possam trazer prejuízos às marcas/negócios. Caso o plano não avalie tais possibilidades, ele corre sério riscos de ser considerado inadequado. Surge então o Estudo de Caso abaixo:

Após se envolver em polêmica, a apresentadora da Rede Globo, Fátima Bernardes, gerou grande discordância na área policial por enquete realizada em seu programa. Tendo a sua imagem ligada à uma empresa de produtos alimentícios, surgiu nas redes sociais um movimento contra os produtos da empresa enquanto a apresentadora for a garota propaganda da marca. 



Saiba mais clicando AQUI

Com a afirmação Nós Escolhemos Salvar o Policial, a campanha negativa pode atingir um público aproximado de 675 mil policiais - em números desatualizados (Fonte: R7) - sem contar os familiares e simpatizantes do movimento. Sendo assim., quais deveriam ser as ações de contingência da empresa para evitar que a campanha tenha real impacto negativo sobre a marca?


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O Cão De Guarda Notícias

Autor e Editor

Dennis Guerra Contato Whatsapp 11 95580-1702

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