16 novembro 2016

Piada de mau gosto ou 'texto sem contexto'?

😔16/11/16 - Por Dennis Guerra: Após a publicação Piada de mau gosto ou trollada na cara lavada mesmo? o Sindguardas-SP publicou uma nota sobre o assunto na rede social Whatsapp - a qual não foi localizada no site da entidade. Após a publicação, algumas pessoas fizeram contato com O Cão De Guarda Notícias por suporem que o texto seria uma resposta ao que havia sido publicado por nós anteriormente. Tal relação foi, de antemão, já eliminada pelo próprio autor do informativo.

Veja também: Coerência...

"Guerra, Boa tarde! Vou te enviar uma nota e antes que você fique ofendido ou não goste do meu tom, esclareço que essas palavras não são direcionadas a você, mas sim a um cara que tá fazendo campanha de desfiliação dizendo que foi o sindicato que deu a informação publicada errada. Não sei o que esse cara ganha com isso, essas campanhas enfraquecem a toda a categoria. Depois não entendem porque o governo paga prêmio para os professores e dá chapéu no nosso. O governo não respeita categoria desunida". Fonte: Whatsapp.

Tendo sido solicitada a mensagem que conclama o efetivo à desfiliação, ela não fora encontrada. Então, vamos ao informativo:
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SINDGUARDAS-SP INFORMA: TEXTO SEM CONTEXTO É PRETEXTO! A Folha de São Paulo publicou na edição de ontem (13/11) uma matéria dando várias informações sobre a Guarda Civil Metropolitana e os desafios que o prefeito eleito João Doria enfrentará ao assumir a gestão. O Presidente do Sindguardas-SP, Clóvis Roberto Pereira, foi um dos entrevistados pelos jornalistas da Folha de São Paulo e, em suas palavras, fez uma breve análise da gestão do prefeito Haddad e informou que os maiores problemas da GCM atualmente são os baixos salários e a defasagem do efetivo. A matéria inteira toma duas páginas do jornal e traz também informações prestadas pela Guarda Civil Metropolitana, Prefeitura de São Paulo e até de GCMs eventualmente entrevistados. No último trecho da matéria, a Folha de São Paulo informa o salário da categoria com erros. O primeiro erro é que considera os benefícios no piso salarial do terceira classe (que atualmente é R$ 1.656,00). O segundo erro é que informa o salário do Inspetor Superintendente fazendo referência ao salário de Classe Distinta, que é bem menor. Logo após esse trecho, que contém os erros, o editor informa quem foram as fontes de informação DE TODA A MATÉRIA E NÃO SÓ DAQUELE TRECHO. Ocorre que alguém, se aproveitando do erro da Folha de São Paulo, manipulou a informação e editou uma imagem que apresenta APENAS A INFORMAÇÃO ERRADA E, EM SEGUIDA, AS FONTES DA MATÉRIA INTEIRA. Essa manipulação parece ter o objetivo de desvirtuar a matéria e atribuir ao Sindguardas-SP a informação errada sobre os salários da GCM. A matéria manipulada apresenta apenas um pequeno texto da matéria original. Um outro detalhe é que nesse final de trecho, a Folha de São Paulo informa TRÊS FONTES: GCM, PREFEITURA E SINDGUARDAS-SP, mas quem manipulou a informação fez um texto acusando a Diretoria do Sindguardas-SP de ter passado a informação errada, descartando a hipótese mais provável, que foi a Prefeitura que prestou a informação errada. O que seria isso? Má-fé ou mal caráter? Qual a intenção por trás disso? Que intenção tem um componente da GCM que prefere desunir a categoria e desestabilizar a luta por melhorias para o efetivo? Existe escrúpulo em manipular informação para colocar a categoria contra o sindicato que a defende? Não temos como saber os interesses de pessoas que agem assim, mas sabemos que seria contraditório conceder uma entrevista reclamando dos baixos salários e logo em seguida informar salários maiores do que a categoria realmente recebe. ATENÇÃO CATEGORIA! Abram seus olhos, não esqueçam que a diretoria do Sindguardas-SP é composta por servidores de vários niveis da carreira, de GCM 2 classe a Inspetor e não há nenhum interesse desta Diretoria em repassar informações erradas, seja para quem for! Cuidado com quem manipula informação e tenta te direcionar ao erro. Temos compromisso com a verdade, e no próprio site a tabela está atualizada e explícita para quem quiser acessar. Se você ler a matéria na íntegra, perceberá que o contexto contradiz o pequeno texto divulgado nas redes sociais. Clique no link a seguir e veja que a matéria da Folha de São Paulo tem bastante informação e não só essa montagem que circula nas redes sociais: Veja AQUI. SINDGUARDAS-SP TRABALHANDO PARA VOCÊ!

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Já tendo comentado que a nota acima não foi localizada no site Sindguardas-SP, entendo isso como uma perda de oportunidade crucial para dar ao jornalista que teria deturpado a matéria uma chance de rever os seus conceitos. E se ficou claro que teria sido a prefeitura a informar números deturpados, como afirmado na nota - gerando uma opinião pública baseada em mentiras - não seria o caso de abrir uma averiguação junto aos órgãos competentes? Afinal, a mentira no serviço público é algo muito sério, gerando até mesmo a perda da cargo.

"Pela ordem em que se apresenta a matéria na folha, dá a entender sim que foi o Sindguardas que apresentou os (falsos) números sobre o soldo da categoria. Penso que o Sindguardas deve contatar a folha e mostrar os verdadeiros números, pois isso pode levar à população em geral, entender que a GCM recebe muito mais do que a realidade se faz. Apenas mais um detalhe: a quem interessa tudo isso? A população mal informada sendo enganada e os integrantes da corporação indignados com esta série de mentiras e inverdades sobre nossa (real) situação salarial? Quem está tentando levar alguma vantagem com isso? Quem está se eximindo da responsa com falsas verdades, ou foi o articulista ou o ajudante do auxiliar do aluno de jornalismo que inadvertidamente postou informação "equivocadamente"? Quem será que errou nesse imbróglio todo? Quem se deu mal, todos sabemos quem foi! No aguardo de uma solução, uma "correção de rumos", um resposta de quem errou, ou sei lá o que seja for, mas que haja uma resposta corretora que leve à população a verdade sobre o pequeno detalhe, que tanto mal nos fez"! Comentário encaminhado ao OCDGN

“O poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente.” Por John Emerich Edward Dalberg-Acton

A frase acima cairia bem em certos casos. Quando você está muito próximo do poder, fica difícil separar o joio do trigo. E isso torna ainda mais difícil para o público entender as diferenças. Mas, e quando você entende e discorda? Daí, acusar qualquer outro de mau-caráter torna tal alegação, no mínimo, duvidosa. Existe uma máxima na comunicação: Você é para o seu público aquilo que mostra ser, mesmo quando não está olhando para si mesmo.

Após renegociação da dívida, São Paulo é a capital com maior autonomia financeira do Brasil

"... Além de tratar do nível de endividamento, o documento informa sobre os níveis de gastos com pessoal, de autonomia financeira e de liquidez do ente subnacional. Em todos esses critérios, o Município de São Paulo se destaca em relação às demais capitais. Com relação à despesa com pessoal, São Paulo é a capital com menor comprometimento, tendo gasto cerca de 34,5% de sua RCL com despesas de pessoal. Esse nível de comprometimento das receitas com despesa de pessoal é muito inferior ao limite de 60% fixado na Lei de Responsabilidade Fiscal e ao nível de capitais comparáveis, como Rio de Janeiro (46,9%)..." Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo.

Bem, se existe tanta discordância entre o que defende um e o que é proposto pelo outro, talvez a melhor alternativa seria voltar o Reloginho do Kassab. Aquele cronômetro que marcava o tempo para o fim daquela gestão. Ainda temos alguns dias para essa contagem!


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