15 setembro 2016

GCM 30 Anos - Brigadeiro Faria Lima, o Patrono da Guarda Civil Metropolitana

15/09/16 - Por Dennis Guerra: Hoje a Guarda Civil Metropolitana completa 30 Anos de existência. Parabéns a todos os guardas civis metropolitanos da ativa e aos aposentados que fazem parte dessa história. E por falar em história, vamos saber um pouco mais sobre o Brigadeiro Faria Lima, o Patrono da GCM.


Decreto Nº 23.314 , de 16 de Janeiro de 1.987

Erige o Brigadeiro Jose Vicente de Faria Lima em Patrono da Guarda Civil Metropolitana. Jânio da Silva Quadros, Prefeito do Município de São Paulo, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, e Considerando a recente implantação, no Município de São Paulo, da Guarda Civil Metropolitana, Considerando que, quando Prefeito do Município, o Brigadeiro Jose Vicente de Faria Lima, com inegável antevisão de estadista, já concebera a necessidade de sua criação, como conseqüência da extinção da antiga Guarda Civil, Considerando, finalmente, que tal desiderato não foi alcançado, à época, por circunstâncias estranhas à vontade do então Prefeito, decreta:

Art. 1º - Fica o Brigadeiro Jose Vicente de Faria Lima erigido em Patrono da Guarda Civil Metropolitana, criada pela Lei Municipal nº 10.115, de 15 de setembro de 1986.

Art. 2º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo.

Brigadeiro Faria Lima - Patrono da Guarda Civil Metropolitana

José Vicente de Faria Lima teve uma infância humilde no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Filho do imigrante português João Soares Lima e da capixaba D. Castorina Faria Lima, Faria Lima era o mais velho de cinco irmãos –um deles, Floriano Peixoto Faria Lima, também fez notória carreira política, governando o Rio de Janeiro entre 1975 e 1979. Foi chamado por alguns de “o mais paulista dos cariocas”.

Após passar pelo Colégio Militar, aos 21 anos de idade iniciou sua carreira na FAB (Força Aérea Brasileira). Na década de 1930, juntamente com Eduardo Gomes e outros, voou muito pelo interior do país, fazendo as linhas do Correio Aéreo Nacional. Na FAB fez cursos de aviador militar, de observador e de engenharia aeronáutica, especializando-se em engenharia na Escola Superior de Aeronáutica da França. Em 1958, chegou a brigadeiro. Veja ainda: Guardas municipais: O que você pensa sobre a utilização de barba por esses profissionais?

Participou da criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, como assistente técnico do então ministro Salgado Filho. Foi chefe da comissão da Aeronáutica nos EUA e comandante do Campo de Marte, em São Paulo.

A convite do então governador de São Paulo, Jânio Quadros, no cargo entre 1955 e 1959, Faria Lima assumiu a presidência da VASP, iniciando a sua carreia na política. Em 1962, concorreu ao governo paulista como vice, na chapa de Jânio Quadros, mas foram derrotados. Em março de 1965, foi eleito prefeito de São Paulo pelo partido MTR (Movimento Trabalhista Renovador), que reunia políticos contrários ao regime militar.

A administração de Faria Lima é conhecida por diversas obras, como o início das obras do metrô, em dezembro de 1968, e pela construção de vias como as marginais Tietê e Pinheiros, e das avenidas Sumaré, Radial Leste, 23 de maio, Rubem Berta, entre outras obras, como a duplicação de outras vias importantes da cidade, como a rua da Consolação e as avenidas Rebouças, Cruzeiro do Sul, e outras.

Também em seu mandato criou as administrações regionais, construiu a nova Câmara Municipal, o MASP, inaugurado com a presença da Rainha da Inglaterra, criou o Tribunal de Contas do Município e promoveu uma ampla reforma do funcionalismo municipal. Foi sua a iniciativa de elaborar o primeiro Plano Diretor do Município de São Paulo.

No final de 1968 ingressou na Arena (Aliança Renovadora Nacional), antigo partido que apoiava a ditadura. Após a sua morte, em 1969, foi homenageado dando nome a uma das mais importantes avenidas da capital paulista, a Brigadeiro Faria Lima.

Uma curiosidade em sua biografia é que o Brigadeiro foi um dos únicos seis brancos homenageados após a morte com a cerimônia indígena de despedida, o quarup. Além dele, Leonardo Villas-Boas, Noel Nutels, Cláudio Villas-Boas, Álvaro Villas-Boas e Orlando Villas-Boas receberam a homenagem. O motivo foi a gratidão dos índios, já que quando era piloto da FAB, o brigadeiro prestou serviços de transporte à área ocupada desde 1961 pelo Parque do Xingu, que foi criado por decreto pelo presidente Jânio Quadros. Fonte: UOL Educação

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