18 junho 2016

Comunicação Organizacional - Quem não se comunica, se trumbica!

18/06/16 - Por Dennis Guerra: Por diversas vezes comentamos aqui no OCDGN a importância da comunicação à todas as organizações e citamos diversos exemplos. Todavia, percebemos que, em muitos casos, ainda não se dá o devido valor ao tema. Veja também: No final, são os agentes públicos que acabam por carregar o peso dos pecados do mundo! - Atualizado

O primeiro ponto deveria ser a efetivação de um setor próprio, logicamente, que tenha autonomia a falar pela organização. Nesse caso, em sintonia com os gestores, planos de comunicação interna e externa são traçados. Estamos falando aqui de Planos de Comunicação Organizacional que devem ser colocados em diferentes momentos da organização.

No primeiro, essa comunicação mostraria aos seus colaboradores o filosofia organizacional e abordaria diversas etapas dos serviços/produtos - prestados ou produzidos. Nesse ponto, primordialmente, a organização faz com que o seu colaborador seja o primeiro a acreditar naquilo para o qual a organização se propôs a fazer.

A diferença entre a galinha e a avestruz é que a galinha faz um estardalhaço pelo ovo que põe, enquanto a avestruz - mesmo com um 'produto' muito maior - se esconde.

No segundo, tendo essa filosofia devidamente enraizada dentro da própria organização, o próximo passo é mostrar isso ao público-alvo. Para tanto, estratégias em consonância com o tipo de serviço prestado são fundamentais. Exemplo prático:

Se uma organização, no caso policial, trabalha diurturnamente, com ações voltadas à fiscalização de trânsito, que por si só - independente do entendimento do público-alvo sobre as questões de cidadania - também promove programas onde os seus agentes exercem a sua função em contato direto com esse público em ações diárias de educação de trânsito - no sentido mais preventivo, logicamente - e tais ações são constantemente divulgadas, elas servirão no momento mais crítico de comentários desse mesmo público e da grande mídia, que muitas vezes é a própria desencadeadora do impacto negativo à imagem institucional.

Quando se define uma determinada meta, é essencial que o setor de comunicação tenha acesso ao resultado esperado pelos gestores e que essas informações sejam alvo de pesquisas para analisar possíveis impactos negativos na imagem da organização. Para isso, não basta ter um setor reativo, mas preventivo - digamos assim - onde propostas para minimizar tais impactos sejam apresentadas - e discutidas - com os gestores.

Em organizações policiais, por exemplo, não basta que o serviço prestado siga à risca o que está definido por lei. Devemos considerar que, por muitas vezes, os usos/costumes e as rápidas mudanças de comportamento da sociedade tem interferência direta em possíveis alterações de políticas públicas adotadas até então. Para isso, um setor de comunicação proativo - dentro do que lhe é permitido pela gestão da organização - avalia possíveis impactos na imagem organizacional e apresenta novas linguagens comunicacionais a serem analisadas pelos gestores. Dessa forma, pode-se criar um plano paralelo, devidamente trabalhado em relação ao público-alvo - interno e externo - ao longo do tempo, que minimizará quaisquer prejuízos à organização.

Veja que o foco não é evitar e sim reduzir danos. Digo reduzir pois isso deve ser sempre uma preocupação dos gestores. Em contra-partida, evitar deverá estar sempre como ponto primordial da gestão, mas entendida, na maioria das vezes, como os acontecimentos aos quais a organização não tem controle por depender - na maioria das vezes - de fatores externos.

Certa vez estive em uma palestra sobre comunicação e um dos palestrantes era um oficial do Exército Brasileiro. Fiquei impressionado ao sistema comunicacional utilizado por eles e a forma como as Forças Armadas brasileiras dão importância ao tema. Basicamente, entenda da seguinte forma: quando um acontecimento está prestes a trazer prejuízos à sua imagem, o EB rapidamente aproveita outros programas para fazer com que o que era negativo seja rapidamente absolvido por outras ações e esquecido pelo público. Em outras palavras, não é apenas no front que eles atuam.

E como dizia o mestre da comunicação, Chacrinha:

"Quem não se comunica, se trumbica"!







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O Cão De Guarda Notícias

Autor e Editor

Dennis Guerra Contato Whatsapp 11 95580-1702

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