26 fevereiro 2016

Após malfadado planejamento, o que muda?

26/02/16 - Por Dennis Guerra: Após malfadado planejamento de operação e o resultado catastrófico, onde guardas foram feridos e viaturas danificadas, o Comando Geral da GCM/SP informou que as responsabilidades serão apuradas. Veja o que respondeu Clóvis Pereira, Presidente do Sindguardas-SP. Veja também: Agentes da GCM são rendidos por marginais fortemente armados no Recanto dos Humildes, região de Perus - SP



Por Dennis Guerra: Como Presidente do Sindguardas-SP, como você avalia toda essa questão do dia de hoje (25) referente à ocorrência no desfazimento no bairro do Ipiranga, e quais medidas a entidade vai tomar a respeito? Veja ainda: Guarda civil é agredido por baderneiro em frente a Prefeitura de São Paulo e é socorrido por colegas (Cara, você tem ideia? - Por Jonas Sathler)

Por Clóvis Pereira: Guerra, eu avalio que o que houve no Ipiranga hoje teve como causa principal a falta de planejamento. Obviamente eu não tenho como entrar em detalhes operacionais, pelo fato de não estar lá. No entanto, do meu ponto de vista, para que ocorra algo como isso são necessárias muitas falhas de procedimento e os gestores responsáveis pelo planejamento e pela operacionalização da atividade tem que ser responsabilizados. Cabe ao Sindicato, e isso nós faremos, cobrar do comando explicações acerca do que aconteceu e quais medidas serão adotadas para apurar as responsabilidades e para que algo desta magnitude não volte a ocorrer por planejamento inadequado. Eu trabalho no prédio do comando e quando soube do ocorrido fui checar o que houve e, pelo que apurei, ninguém do comando foi informado que haveria esta operação na data de hoje. Isto sendo confirmado, demonstra, que alguém, em algum lugar, sem informar o comando, organizou uma operação desastrosa, que colocou em risco a integridade física de um número considerável de servidores. Fonte: Grupo O Cão De Guarda Notícias - Whatsapp.

AÇÃO DESASTROSA NO IPIRANGA - QUEM É O RESPONSÁVEL?

As imagens e os áudios que circularam nesta quinta-feira (25/02),  nas redes sociais dizem tudo: a ação operacional de desfazimento (ou seja lá o que for aquilo) na região do Ipiranga foi desastrosa. Vários policiais da Guarda Civil Metropolitana feridos, outros tantos expostos ao risco imediato de morte ou grave lesão, não obstante os danos patrimoniais, pelas viaturas apedrejadas. É lamentável que a instituição esteja chegando aos seus 30 anos e ainda não aprendeu o básico da operacionalidade:

PLANEJAMENTO! A Lei Orgânica do Município de São Paulo assegura em seu Art. 219, § 2º:  "Em condições de risco grave ou iminente no local de trabalho, será licito ao empregado interromper suas atividades, sem prejuízo de quaisquer direitos, até eliminação do risco". Essa previsão legal dá ao gestor ou encarregado da operação o poder-dever discricionário para interromper a operação em caso de risco. E mais: Muitas vezes, as perguntas são mais importantes do que as respostas!

Vista do interior de uma das viaturas danificadas. Foto: Equipe no local.

Fica a pergunta: ISSO FOI OBSERVADO? Certo é que, com um cuidadoso planejamento operacional, seria até desnecessário interromper as atividades, pois, com o devido estudo do caso, poderia-se prever o suporte operacional necessário à uma operação de efetivo resultado com mínimos riscos. Mas para isso é necessário CONHECER, PLANEJAR E AGIR. Pelo resultado da operação, dá para supor que as duas primeiras necessidades foram ignoradas. A Diretoria do Sindguardas-SP está oficiando o Comando Geral e cobrando a apuração de responsabilidade funcional para quem colocou em risco a vida de tantos profissionais, sem calcular as consequências da ação. Queremos uma apuração criteriosa! E não basta responsabilizar, é necessário profissionalizar a corporação, desde os gestores até o efetivo operacional. Essas coisas não podem acontecer aos 30 anos de experiência em policiamento. Fonte: Sindguardas-SP

"Quero iniciar a minha fala nesse momento relembrando um texto que escrevi nessa mesma semana. Nele, eu dizia que tinha mais de 500 outros motivos para dar o meu sangue por São Paulo. Interessante que algumas pessoas não gostaram do meu texto, e respeito isso. Um candidato me chamou no particular e disse que o texto não era o 'que se esperava' da campanha. Eu não entendi bem. Outra pessoa me disse que ele seria um tanto 'derrotista,' em sua opinião - que também respeito muito. Agora, quero que saibam o porquê eu disse ter mais de 500 motivos para participar de qualquer mobilização. O que ocorreu hoje (25) com os nossos colegas no Ipiranga é só mais um exemplo. Só aí, poderemos citar o planejamento adequado, os recursos disponíveis, os órgãos que deveriam estar plenamente envolvidos e muito mais. Acredito que agora - infelizmente - quem não entendeu o meu texto pode se debruçar agora nesse comentário e tirar as suas próprias conclusões. Não escrevo para agradar ninguém. Quando acontece, é coincidência"Por Dennis Guerra. Fonte: Grupo O Cão De Guarda Notícias - Whatsapp


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