2010 / 2017

"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada"
Edmund Burke

"O Cão De Guarda Notícias era uma janela para o mundo que esteve aberta entre os anos de 2010 a 2017, deixando agora um vazio enorme em meu coração" Por Dennis Guerra

31 janeiro 2016

Subinspetor GCM/SP Solianno - Enfim, a aposentadoria (Parabéns, Guerreiro)

31/01/16 - Por Dennis Guerra: Logo após a publicação da aposentadoria do Subinspetor da Guarda Civil Metropolitana Solianno, uma onda de homenagens percorreu as redes sociais. Em um dos casos, o relato feito por Fernando Costa faz jus ao acontecimento e deixa um novo registro digital referente a esse ser humano formidável. Logo após, você poderá relembrar conosco a entrevista especial, concedida ao OCDGN, em comemoração ao Dia dos Pais de 2015. Veja também: GCM/SP - Promoção Vertical: Saiba a quantidade de vagas e critérios

"Estive no CFSU esses dias, apenas de passagem, quando eu vejo a figura do Sub Solianno. Quando pensei em dar o primeiro passo, ele já vinha em minha direção, sorrindo e cumprimentando. Dei um grande abraço nele, independente de graduação. É um grande homem! Estive anos atras no HSPM quando eu o vi por lá em um momento difícil de sua vida, sempre de cabeça erguida. Uma grande alma. Como já dito por aqui, um Pai. Quantas risadas demos em suas aulas. Aulas não, bate-papo e troca de experiência. Ele mesmo já dizia que não era professor. Só que, com a sua vida e experiência, nos ensinava e isso bastava. Ordem unida, tiro, etc... não importava a aula, nunca era chato ou cansativo, pois como é um ser humano cativante, isso já nos prendia a atenção.

Não dava bronca em sala de aula: apenas corregia, e com muito carinho. Se tivesse que chamar a atenção, assim fazia. Sem mais, sem menos, sem humilhar ou mostrar quem mandava ali. No final da aula, numa sexta-feira, estava lá com os alunos ou GCMs já formados, confraternizando na padaria, contando causos e rindo conosco. Mesmo que por poucas horas, sua presença era necessária e querida. Já sinto saudades. Assim como o grande De Lima - que marcha no Oriente Eterno - sentiremos falta por não estar mais em nossas fileiras como educador, companheiro, amigo e chefe. Sim, como agora aposentado e dando a devida atenção a sua família, que deve estar vibrando em ter em casa um excelente pai, marido, avô.

Eles ganham, quem perde somos nós (como somos egoístas)! Um excelente descanso, guerreiro. Desfrute desse momento maravilhoso que está por vir. Nunca se esqueça de nós, os mais de seis mil guardas civis que te conhecem e ama de coração"! GCM 2° Classe Braz - Braz (Fernando Costa) IRDAM - Sul


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Entrevista Especial em Comemoração ao Dia dos Pais - Classe Distinta Solianno (O Paizão)

07/08/15 - Por Dennis Guerra: Para comemorar o Dia dos Pais, O Cão De Guarda Notícias realizou uma rápida entrevista com o Classe Distinta Solianno, da Guarda Civil Metropolitana. Educador do Centro de Formação em Segurança Urbana. Conhecido por todo o efetivo, carinhosamente chamado de paizão pelas pessoas mais próximas, exatamente pela forma paternal com que trata todos que lhe cercam. Aproveite esta entrevista com uma das pessoas mais marcantes da Guarda Civil Metropolitana!


1 - Fale um pouco sobre o senhor.

O meu nome é Edvaldo Solianno. Tenho quase 29 anos de serviços prestados à Guarda Civil Metropolitana e, provavelmente, estarei me aposentando à partir de 2016. Sou casado também a 29 anos e tenho dois filhos.

2 - Qual foi o momento mais importante que o senhor viveu na Guarda Civil?

Exatamente quando eu cheguei ao Centro de Formação em 2006. Naquela época, cheguei aqui revoltado, pois foi contra a minha vontade. Eu fazia bico e necessitava muito daquilo. Eu também estava muito acostumado com o serviço de rua. Além disso, não tendo nível superior, eu não me via sendo útil no CFSU. Certo dia eu estava muito chateado, caminhando pelo pátio, quando cerca de 30 alunos se aproximaram de mim e me agradeceram pelos ensinamentos e conselhos. O senhor é um mestre, um verdadeiro professor... (Pausa por conta da emoção do entrevistado) ... e eu me emocionei e comecei a chorar. Senti aquela voz vindo lá do alto, me dizendo 'olha o que você está fazendo aí'. Eu sinceramente não sabia que poderia ajudar tanta gente.

3 - Por que as pessoas lhe chamam de paizão?

Porque eu sempre procuro dar o máximo de atenção a cada um deles. E, como surgiu essa estória de paizão, que me deixa muito feliz, eu digo a eles que lembrem-se de mim quando forem graduados e inspetores. Nesse momento, quando um subordinado precisar de atenção, não simplesmente cobrem o serviço em si. Chamem aquela pessoa, conversem. Perguntem se está tudo bem. Eu quero que lembrem de mim em horas como essa.

4 - E como o senhor se sente com essa forma de tratamento?

Eu me sinto como se todos fossem meus filhos, irmãos mais novos. Mesmo com os meus superiores hierárquicos, os quais, por diversas vezes, tenho a oportunidade de cumprimentar com um abraço e um beijo fraternal. Um beijo de família!

5 - Quem lhe conhece, também sabe que o senhor, ao responder uma continência, logo abraça a pessoa e dá um beijo. Além disso, o senhor posiciona a pessoa de frente ao sol e diz: "Olha o sol. Olha o flash, vamos tirar mais uma foto juntos em frente à essa maravilha"! Como surgiu essa ideia?

Foi exatamente nesse pátio, em um momento em que eu estava triste. Eu não queria deixar transparecer aquela tristeza. Aí um colega guarda que estava ali como aluno de um determinado curso se aproximou para me cumprimentar. Eu percebi ao meu lado esquerdo o sol, que estava lindo àquela manhã. Aí foi automático: eu olhei para a pessoa que me cumprimentava, dei um abraço e disse que o sol era um flash, e aquela foto era nossa. Para mim foi uma libertação da tristeza, e aquele guarda vinha todo dia para tirarmos mais uma foto.

Fotos: Dennis Guerra

6 - A poucos dia o CFSU e toda a Guarda Civil perdeu o CD D. Lima: um profissional emblemático e pessoa extremamente querida. O que o senhor diria a respeito?

Eu, particularmente, digo que vou sentir demais a sua falta. Não há como descrever essa perda... Pausa.

7 - Fale sobre um momento marcante na sua relação com ele.

Ah, ele dizia que sempre, durante as formaturas diárias, entoávamos o Hino Nacional e a Canção da Guarda Civil, mas nunca a Canção do CFSU, que era de sua autoria. Certa vez, preparamos uma surpresa, juntamente com os alunos. Chamamos o CD D. Lima e iniciamos a entoação da canção. Ele se sentiu extremamente gratificado naquele dia. Eu tenho essa lembrança muito forte comigo.

8 - Para finalizar, o que o senhor diria para todos que estão acompanhando a sua entrevista especial de Dia dos Pais no O Cão de Guarda Notícias?

Chegue em casa e abrace o seu pai. Não deixe de conversar com ele. Não diga 'depois a gente conversa', pois esse depois pode não chegar. Certa vez comentei isso em sala. Logo depois, um aluno se aproximou e disse que eu havia contado parte de sua vida. Ele lembrou que o seu pai o chamou para uma conversa e ele deixou aquele momento passar. Logo depois o seu pai morreu e ele viu que havia perdido a chance. Então eu digo: não deixe o bico ou qualquer outra coisa se intrometer nessa relação. Chegue em casa, dê um beijo em seus pais. Sente no colo deles e converse. Não perca essas chances. E Feliz Dia dos Pais a todos!

Nota do Entrevistador: Já fazia um certo tempo que eu desejava retornar às entrevistas, o que ficava impedido por diversas outras atividades - em um certo ponto de interrogação sobre a relevância da matéria em relação ao atendimento das expectativas do público. Hoje, após um intenso dia de serviço, cheio de desafios e pequenas vitórias, vi as pessoas se despedindo e desejando um Feliz Dia dos Pais. 

Naquele momento, automaticamente, eu senti que havia surgido a matéria e que bem ao meu lado estava aquele a quem eu sempre desejei entrevistar... e tudo se encaixou.

Ah, como é maravilhoso poder entrevistar pessoas como o Classe Distinta Solianno. Esse é o meu presente de Dia dos Pais a você. Espero que tenha curtido!



Veja outras entrevistas clicando AQUI




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