10 janeiro 2016

Cuidado - Polícia 'língua solta' acaba por falar demais!

10/01/16 - Por Dennis Guerra: Por diversas vezes comentei o quanto algumas pessoas não conseguem 'pensar como polícia' em redes sociais. E talvez você acabe por me rotular como uma pessoa insuportável ao defender a minha tese. Desculpe, não estou preocupado com isso. Veja também: Coluna do Fura - O Setor de Segurança Privada (Manifestações em São Paulo)


Não me preocupo com o rótulo justamente porque devemos nos preocupar com algo muito sério. O comportamento em redes sociais - principalmente por policiais - precisa de uma auto-avaliação urgente. Não estamos tratando aqui de direito de expressão, e sim do dever de segurar a língua.

As redes sociais são um mundo à parte, praticamente sem regras e normas pré-definidas (Será?). Veja, não estou me referindo aqui ao Marco Civil da Internet, dentre outras normas, e sim a critérios éticos entre os próprios agentes, que por vezes tratam de assuntos tão peculiares que acabam por colocar outros colegas, digamos assim, não 'saias justas', mas em 'botas apertadíssimas'.

As redes são livres. Esquece essa de 'grupo fechado' dessa ou daquela especialização profissional. Essa definição não serve nem para a nossa família propriamente dita.  E os infiltrados?!

O termo língua solta se refere mais ao agente que fala demais por não ter travas na língua (Aqui é exatamente o oposto: ele tem, praticamente, um turbo na garganta). Diferentemente do língua preta, que é um termo utilizado quando a pessoa tem a real intenção de repassar algo (informação, por exemplo) na troca por um posto mais macetoso - que na gíria policial significa 'um local mais tranquilo para trabalhar'. Absurdo isso? Claro que não. Como eu já disse anteriormente, a polícia no Brasil é um reflexo da sociedade brasileira.

Nesse caso, entendemos o língua preta como aquele que, utilizando-se da metáfora, costuma lamber bota engraxada para conseguir algo.

Analise os grupos dos quais você participa e identifique quem é o policial língua solta (turbinada - aquele ou aquela que fala mais que o demais). Isso não significa que você deva expor a pessoa na frente dos outros, pois aí você também se tornaria mais um. Se possível, oriente no particular. Se não conseguir persuadi-lo a evitar tal comportamento, tome cuidado com os resultados futuros. Não que as atitudes dele sejam de sua responsabilidade, claro que não. Todavia, não podemos esquecer - jamais - aquele ditado que diz "Diga-me com quem andas que eu te direi quem és".

“Quando penso no que estou dizendo, digo menos, porque é mais significativo. O restaurante por quilo é uma maravilha. Mas restringiu todos os alimentos ao mesmo sabor. Quando não tenho sabor nas coisas que eu vivo e faço, eu multiplico as coisas que vivo e faço. Eu não suporto ficar em casa comigo mesmo. Por isso preciso viajar o tempo todo. Prefiro o caos do aeroporto ao silêncio de casa”. Por Karnal - Encaminhado por Alessandro

Então você se pergunta sobre que exatamente eu estou falando. Analise e tire as suas próprias conclusões. Em outro momento retomaremos o tema - eu tenho certeza, infelizmente, que o assunto não morre aqui.




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