13 dezembro 2015

Quase metade das câmeras da GCM não funcionam

13/12/15 - Por Amanda Gomes: Desleixo da Prefeitura inutiliza câmeras de seguranças em todas as regiões da capital. Quando uma pessoa é vítima de algum crime, a primeira providência da Polícia Civil é tentar identificar os bandidos com a ajuda de câmeras de segurança. Veja também: Inaceitável - Governo rompe compromisso com admitidos


Mas se as autoridades do estado dependerem do monitoramento eletrônico da GCM (Guarda Civil Metropolitana), os ladrões podem dormir tranquilos.

Quase metade dos equipamentos de vigilância da força policial da Prefeitura simplesmente não funciona. A justificativa, admite o governo municipal, é a falta de manutenção. Veja ainda: Sindguardas adota 'nova linguagem' para cobrar o Prefeito Haddad

Prefeitura Municipal de Indaiatuba investindo sério em sua Guarda Municipal


Segundo informações obtidas pelo DIÁRIO através da Lei de Acesso à Informação, a GCM tem 173 câmeras de monitoramento nas principais ruas e avenidas da capital. Setenta e três, porém, estão inoperantes atualmente, apesar de continuarem instaladas no local, enganando tanto a população, que tem a falsa sensação de segurança, quanto os ladrões, que acreditam estar sendo vigiados. A GCM não divulgou os endereços dos locais onde a vigilância não funciona. E ainda: Candidatos aguardam novas chamadas para o concurso GCM/SP


A justificativa da guarda para tamanho desleixo é que o sistema atual é analógico e os equipamentos estão desgastados. Existe uma promessa de trocar as atuais câmeras por aparelhos de tecnologia digital com alta resolução. A licitação está sendo preparada e não há prazo para ser concluída. 

A GCM se nega a divulgar informações básicas, que deveriam ser públicas, como, por exemplo, quanto pretende gastar com as novas aquisições e há quanto tempo as atuais foram compradas. 

Enquanto faz o sorrateiro jogo do esconde-esconde com o dinheiro público, a guarda assiste sem agir a uma show de ilegalidades em sua área de atuação. 

As imagens, segundo a corporação, também deveriam ser usadas para “combater o comércio irregular e a ordem”. Por coincidência, o Centro, tomado hoje por camelôs, é onde há mais câmeras inoperantes, com 62 aparelhos de gravação inutilizados, exatamente o mesmo número em operação. A Zona Oeste tem nove câmeras inoperantes e sete funcionando.

Uso para investigação/ A falta de manutenção e de cuidado com os equipamentos de segurança poderiam ter deixado impune a estudante Hivena Vieira, 24. Ela atropelou e matou o gari Alceu Ferraz, 61 anos, na madrugada do dia 16 de junho. Hivena, que estava em alta velocidade, fugiu sem prestar socorro. Praticamente no mesmo ponto havia uma câmera da GCM, mas ela não estava funcionando. Quatro dias após o  crime, uma imagem, também da guarda, mas de outra câmera, que esta instalada a 500 metros do ponto da batida, permitiu aos investigadores confirmar o modelo do veículo. Só então a estudante foi localizada e se entregou. Ela prestou depoimento, mas acabou liberada e responderá o processo em liberdade.

A GCM (Guarda Civil Metropolitana) disse, em nota, que as câmeras inoperantes, após estudo operacional e de visibilidade financeira, serão reativadas e trocadas por outras de tecnologia digital. O processo de licitação está previsto para o próximo ano. De acordo com a pasta, já há equipamentos mais modernos operando atualmente, mas eles também serão renovados. A guarda se negou a responder quanto pretende gastar para fazer a troca. Segundo a nota, a central de telecomunicações da corporação funciona diariamente e acompanha as imagens em tempo real focando principalmente o controle do espaço público e a proteção do patrimônio público. A pasta explicou que quando os agentes visualizam ocorrências de competência de outros órgãos, estes são informados imediatamente. Para saber mais clique AQUI. Fonte: Diário de S.Paulo.

Por: Amanda Gomes / amanda.gomes@diariosp.com.br / 09/12/2015 13:00


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