04 novembro 2015

Programa de combate ao crack da gestão Haddad tem debandada

04/11/15 - Por Artur Rodrigues: "Dá pra contar nos dedos os que continuam no [programa] Braços Abertos desde que eu entrei. Uns desistem, outros somem, vão presos", diz Ivanilson Pedro Ribeiro, 42, em um quarto de hotel na região da cracolândia, no centro de São Paulo. Veja também: Categoria Você Repórter

Ivanilson afirma ter sido um dos primeiros a entrar no programa criado pela gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) em janeiro de 2014. Baseado no conceito de redução de danos, o Braços Abertos consiste em incluir os usuários de crack em um trabalho de varrição de ruas. Veja ainda: Com medidas da gestão Haddad, queda nos acidentes de trânsito poderá liberar 60 leitos do SUS por dia

Se trabalharem de segunda a sexta-feira, recebem um salário de R$ 509 por mês, além de alimentação, hospedagem e assistência. A ideia é que, com essa renda, eles possam ao mesmo tempo melhorar a qualidade de vida e diminuir o uso da droga. Em um ano, porém, essa frente de trabalho tem sido aos poucos desidratada: 25% dos usuários que percorrem os arredores da cracolândia com uniformes azuis do programa largaram esse serviço. Segundo o dado mais atualizado da prefeitura, no final de agosto, eram 298 pessoas, contra 399 no mesmo período do ano passado.

Diego Padgurschi - 28.out.15/Folhapress

A Folha conversou com dezenas de usuários de crack da região. Eles dizem que muitos não se adaptam à rotina de trabalho e acabam abandonando o programa. Deixam de receber o dinheiro, mas boa parte deles continua com hospedagem e alimentação garantidos pela gestão. Dos 505 oficialmente cadastrados como participantes do Braços Abertos, mais de 200 estão nessa situação. Usuário de crack, Walter de Lima, 44, vive na rua desde criança. Chegou a trabalhar por seis meses no serviço de varrição do programa.

"Eu tenho hipoglicemia e passava mal. Aí eles me deixavam no posto de saúde", relata. "Aí eu larguei", completa ele, decepcionado com a falta de opções de trabalho.

Já os que continuam no programa afirmam ter melhorado de vida, mas sentem falta de uma porta de saída. "Se eu falar que eu não gosto do Braços Abertos é mentira, mas já estou perdendo tempo aqui sem carteira assinada", afirma Ivanilson Ribeiro. Ele diz que há algum tempo não usa a droga e que gostaria de um emprego na sua profissão, de padeiro. Para saber mais clique AQUI. Fonte: Folha De S. Paulo


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