2010 / 2017

"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada"
Edmund Burke

"O Cão De Guarda Notícias era uma janela para o mundo que esteve aberta entre os anos de 2010 a 2017, deixando agora um vazio enorme em meu coração" Por Dennis Guerra

25 novembro 2015

E se eu fosse um cantor, qual estilo eu escolheria?

25/11/15 - Por Dennis Guerra: E se eu fosse um cantor, qual estilo eu escolheria? Esta pergunta parece até meio fora de sentido, mas não se engane, ela é mais atual do que nunca! Tente avaliar o tipo de música, o objetivo-fim em cada estilo e o resultado de tal busca. Sendo mais claro, vamos considerar dois artistas:

1° Opção - Roberto Carlos: Não há como se discutir a importância do Rei para a música brasileira, e nem é esse o mérito do texto. Considerando toda a sua carreira, que começa a se firmar logo no período da Ditadura Militar, o Rei nunca teve contratempos com os militares, por exemplo. Qual foi a escolha do artista? Utilizar uma linguagem romântica em suas canções. Juntamente com o seu grande amigo Erasmo Carlos, os atrelaram aos seus nomes a alcunha de Lennon/McCartiney brasileiros. Show: as suas músicas tocam até hoje os corações de muitas pessoas - no mundo! Dessa forma, ele se firmou como um dos mais conceituados artistas do Brasil, independente do que ocorria à sua volta. Todavia, eu entendo que a sua forma de gerar esperanças nas pessoas era tornando os corações um pouco mais felizes.

Resultado: Debaixo dos caracóis dos seus cabelos, onde ele homenageia Caetano Veloso, pelo período que o cantor baiano esteve expulso do país. Talvez Isso tenha sido o máximo do seu enfrentamento a ditadura.

2° Opção - Raul Seixas: Considerado o Pai do Rock brazuca - apesar de afirmar que o diabo era o pai do rock - o baiano Raul Seixas seguiu uma linha mais arrojada. Alvo da Ditadura Militar, chegando até mesmo a ser expulso do país na década de setenta, Raul Seixas pregava uma revolução, mas não era o tipo de revolução tão temida pelos militares. Nesse caso, ele insinuava em suas músicas uma 'revolução interna'. Nesse sentido, independente do que lhe era imposto, ele acreditava que se a revolução ocorresse dentro de você, de nada importaria o que lhe fosse feito ou imputado, você seria livre. Podemos entender que ele via a Cidade das Estrelas como um estado de espírito, até que um louco lhe doou um terreno e ele resolveu mesmo criar a cidade física.  Aí deu merda: os militares caíram matando - metaforicamente, é claro! O resultado dessas escolhas foi um final trágico, sozinho e uma mensagem que ecoa por aí até hoje, trazendo cada vez mais fãs post mortem.

Resultado: Banquete de Lixo, onde o autor conta as suas experiências de vida, dentre delas, buscar alimento nos latões de lixo das casas americanas, durante o período que esteve expulso do Brasil.

Sendo assim, eu buscaria a segunda opção. Eu vejo mais sentido em tudo isso.


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