Se eu fosse atacar só o lado mais fácil, eu seria mais que um covarde e meio!

30/10/15 - Por Dennis Guerra: Veja que matéria interessante do UOL Notícias: Jovens de favela do Rio viram referência no uso da tecnologia para denunciar abusos policiais. Entenda mais sobre o caso: 

Um coletivo de jovens baseados no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, vem fazendo barulho ao filmar abusos policiais e disputar espaço na sociedade com visões alternativas sobre os problemas, a cultura e os talentos existentes numa das maiores favelas do mundo. Para saber mais clique AQUI.

Bem, até aí sabemos que São Paulo e outras cidades também tem projetos semelhantes. O que mais chamou a minha atenção na matéria foi a justificativa dos jovens ao serem questionados sobre possíveis registros de ações dos criminosos. Veja abaixo:

Integrantes do Coletivo Papo Reto durante gravação de vídeo no Complexo do Alemão,
no Rio de Janeiro

"... Uma questão polêmica é que eles não filmam atividades do narcotráfico. Lana Souza explica o motivo: "A polícia está dentro da favela como representante legal do Estado, para fazer cumprir a lei e agir seguindo as leis. Temos como cobrar que eles façam isso. Podemos denunciar e recorrer à Justiça se houver problema. No caso do tráfico, não temos qualquer segurança se fizermos denúncias. O jornalista vem, faz reportagem e vai embora. Nós vivemos aqui 24 horas por dia...".

Veja também: Estamos transformando a polícia em uma instituição de covardes!

Sinceramente isso estava na cara e nem precisaria o jornalista fazer a pergunta. Eu mesmo até tentaria fazer tais registros, mas considerando o risco que eu me colocaria e também a minha família, logicamente evito - bicho do crime não perdoa, pelo contrário: estupra, queima, degola!

Tenta enfrentar isso, aí quero ver levar o prêmio!


Todavia, isso não significa que eu faria registro de abusos em ações policiais. Por que?! Simples: Porque, se eu fosse atacar só o lado mais fácil, eu seria mais que um covarde e meio. Prefiro ser meio covarde ao não me tornar fraco de caráter. E vamos lá receber o nosso prêmio da ONU - mais que merecido!


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Por Dennis Guerra