15 outubro 2015

Eleições Sindicais - Entenda como funciona!

15/10/15 - Por Clóvis Roberto Pereira: Há alguns dias, acompanhei pelas redes sociais um burburinho em função dos prazos para inscrição para aqueles que estariam dispostos a disputar a eleição para a nova direção do Sindguardas-SP. Dentre as afirmações estaria a de que faltou comunicação e que as pessoas interessadas em disputar só ficaram sabendo depois que o prazo havia terminado, que a eleição não estaria explicita no site, etc. Veja também: Eleições Sindguardas-SP - E agora, o que vem por aí!

Como estive bastante ocupado por estes dias, e não tenho como hábito de me manifestar pelas redes sociais, falei com o Guerra, pessoa a quem eu tenho muito respeito, para que eu pudesse fazer um texto que ele colocasse em seu blog, que, na minha opinião, é o veiculo de comunicação mais completo e mais isento dentre aqueles que tratam das coisas da nossa profissão. Vamos aos fatos. 

Sindguardas-SP é um dos poucos sindicatos, se não for o único, que mantém permanentemente em seu site o seu estatuto, para que qualquer pessoa saiba como é o seu funcionamento.

O estatuto prevê que as eleições devam ser realizadas de seis meses até um mês antes do término do mandato. O mandato da atual direção termina no final do ano, portanto as eleições poderiam ser realizadas do mês de julho até o mês de novembro. As eleições foram marcadas para o último mês possível para ser realizada, dando tempo suficiente para todos aqueles que tivessem a intenção de participar da disputa pudessem se organizar.

Todo mundo tem obrigação de conhecer os detalhes do estatuto do sindicato?

NÃO. Mas quem tem a pretensão de ser dirigente sindical tem como primeiro dever conhecer as regras da entidade da qual quer ser diretor.

E me espanta saber que alguém com a pretensão de dirigir o maior sindicato de profissionais de segurança do país e representar os trabalhadores da sua base, sequer conheça o seu estatuto. Quem quer participar, tem que conhecer as regras, acompanhar as publicações e, principalmente participar das atividades da entidade e frequentar o sindicato.

E sabemos que tem colegas que conhecem o estatuto e sabiam que as inscrições estavam para se abrir. Até porque alguns colegas, há meses, estavam legitimamente, conversando com outros na tentativa de construir chapas para a disputa. Ocorre que não conseguiram e não foi por conta de prazos, foi porque não conseguiram arregimentar em torno de si, um grupo de associados suficientes para entrar na disputa.

Mesmo porque ser dirigente sindical não é fácil e, poucas pessoas estão dispostas a abrir mão de seu tempo, eventualmente sofrer perseguições, ganhar menos que os colegas (diretor afastado do sindicato não recebe o prêmio de desempenho, não recebe difícil acesso, não pode fazer DEAC, etc.).

Não se monta chapa na semana de inscrições. Quando as inscrições se abrem a chapa já tem que estar montada.

Ter oposição é muito importante em qualquer organismo de representação, pois ajuda a quem está na situação manter o foco e, caso não o faça, ser uma alternativa de mudança. Entretanto a oposição tem que ser organizada. Ficar nas redes sociais só reclamando ou elogiando não acrescenta.

Eu já fiz parte da oposição à direção do Sindguardas-SP e, até onde me lembro havia um Movimento de Oposição Sindical organizado e foi a partir dai que se construiu uma alternativa para disputar a eleição, nas regras estabelecidas pelo estatuto, e passei a ser situação. E o rito de convocação desta eleição foi similar a todas as outras eleições pelas quais o sindicato passou.

Por estas razões entendo não haver nada que retire a legitimidade do processo, que se deu dentro do limite extremo de tempo estabelecido pelo estatuto, teve a sua publicação legal feita em jornal de grande circulação na base territorial do sindicato (Jornal Agora), estava disponível na sede da entidade e, mesmo sem ser obrigatório e com um titulo esquisito, foi publicado no site da entidade. Portanto, todos aqueles que tinham disposição de participar e tinham um mínimo de organização conseguiriam fazer a sua inscrição tranquilamente.

Entendo que é o momento de haver renovação na direção da entidade. Devemos renovar sim, no entanto sem abrir mão da experiência acumulada ao longo dos anos.

Por esta razão me coloquei na disputa como candidato a presidente, ao lado de um grupo de pessoas bastante comprometidas com a corporação, como os companheiros e companheiras:

Adiléa (SMSU), Alessandra Dias (IR-IT), Antonio Carlos (IR-GN), Caetano (ICAM), Davi (IBI), Edna Dias (IR-SA), Elaine Forti, (IR-CA), Evandro (SUPLAN), Fátima (IR-CT), Fernando (IR-JT), Lidio (IR-PI), Lino (IR-VP), Machado (Ambiental MB), Márcio (IR-MP), Maria (IR-IP), Miguel Miguelito (ICAM), Mikalkenas (IR-CP), Nilson (COOC), Oldimar (DTRH), Puga (IR-CS), Sara Bazilio (DEAC), Sérgio (IR-CT), Radmacker (IR-GN), Regislene (IOPE), Ronaldo (CMDO), Rosana (IRDAM-Carmo), Trindade (ICAM), Valéria (IOPE), Valente (IR-LA).

Clóvis Roberto Pereira
Candidato a Presidente do Sindguardas-SP

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