11 julho 2015

Caso Dentinho: Governo brasileiro paga mico no exterior - E mais ainda em território nacional

11/07/15 - Por Dennis Guerra: Uma sociedade que não valoriza os seus professores é uma sociedade doente. Uma sociedade que não respeita os seus protetores, é uma sociedade corrompida. É dessa forma que declaro o meu posicionamento ao caso Dentinho, policial civil do Distrito Federal que, após morte em
um acidente em competição nos Estados Unidos, recebeu menção honrosa do governo americano e nada do governo brasileiro - exatamente nada. Até mesmo o pagamento do translado do corpo do policial foi negado pelo Itamaraty. 

Você poderá se interessar pelo texto Traficante brasileiro executado na Indonésia, que cita a declaração da presidente sobre a execução do criminoso.

Polícia Rodoviária Federal critica postura do governo no caso Dentinho

Em nota, a corporação lamentou a decisão do governo brasileiro de não assumir os custos da equipe do Brasil nos Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros nem do traslado do corpo do atleta para Brasília. Segundo a nota, o tratamento foi "desrespeitoso"

Em nota, o Distrito Regional de Polícia Rodoviária Federal no Distrito Federal (1º DRPRF/DF) criticou a postura do governo brasileiro no caso da morte do agente da Polícia Civil do DF e atleta Carlos Eugênio Silva, o Dentinho, enterrado nesta quinta-feira (9), em Brasília. Na nota, a corporação considerou que o governo foi "desrespeitoso" ao não dar importância ao caso.

A corporação citou a mobilização de policiais, bombeiros e autoridades do estado da Virgínia para confortar a delegação do Brasil que participava dos Jogos Mundiais de Policiais e Bombeiros, disputados no estado americano. Dentinho foi tratado como herói, com direito a guarda de honra e homenagens na cidade. Também criticou a falta de patrocínio da equipe, que viajou e competiu por conta dos próprios atletas.

Leia a íntegra da nota, assinada pelo 1º DRPRF/DF:

"Polícia Rodoviária Federal integra cortejo do corpo do PCDF Carlos Eugênio Silva

O cortejo reuniu diversas forças da Segurança Pública e foi realizado como homenagem ao policial e atleta, bem como protesto ao tratamento do Governo Federal dispensado à tragédia.




Na manhã de hoje, uma cena chamou a atenção e emocionou vários moradores de Brasília. Um cortejo com dezenas de viaturas das Forças de Segurança Pública acompanhou o corpo do Policial Civil do Distrito Federal Carlos Eugênio Silva, conhecido como Dentinho.

Ele morreu em um acidente numa prova de ciclismo, quando participava dos Jogos World Police and Fires Games, realizado nos EUA, no estado da Virgínia. Ele integrava uma delegação com 200 representantes brasileiros, incluindo três policiais rodoviários federais, que receberam medalhas. Os policiais custearam as próprias despesas ao representar o país na competição.

O Governo Brasileiro negou o pagamento das custas com o traslado do corpo do atleta, consoante informação do Itamaraty, por não haver previsão legal, tampouco dotação orçamentária para traslado de corpos de brasileiros que morrem em território estrangeiro. O Governo Americano assumiu o traslado, segundo noticiado na imprensa.

O presidente dos EUA, Barack Obama, escreveu uma carta de condolências à presidente Dilma Roussef. O policial brasileiro foi tratado como herói pelos policiais americanos e pela sociedade civil daquele país. É de se lamentar que o mesmo tratamento não tenha ocorrido por parte das autoridades brasileiras. O tratamento dispensado ao policial e à sua família provocou a união das forças de Segurança Pública, o que foi demonstrado no referido cortejo. O sentimento era de tristeza pela morte de um colega e de indignação com o tratamento desrespeitoso por parte do Governo Brasileiro. O desrespeito não atinge apenas a família do policial civil nem tão somente a Polícia Civil do Distrito Federal, mas fere toda a categoria policial.

A atitude da sociedade americana de respeito aos policiais e a comoção quando algum agente morre são exemplos a serem seguidos pela sociedade brasileira. Nos EUA, policial é herói, a sociedade reverencia os seus protetores.

Este histórico deixou uma lição: os policiais devem ser os protagonistas no fortalecimento dos vínculos institucionais de Segurança Pública. O respeito mútuo e a união emocionaram quem participou como membro de Segurança Pública e contagiaram quem observou. Essa sinergia, se continuada, atingirá toda a sociedade brasileira e talvez mude positivamente a atitude e o respeito dos cidadãos para com os que se colocam em risco no intuito de protegê-los."

Fonte: Fato online


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