16 janeiro 2015

PMs x GCMs: Um a Zero para o crime organizado - e olha que nem precisou entrar em campo - BH

16/01/15 - Por Dennis Guerra: Após o ocorrido na cidade de Belo Horizonte, onde a Polícia Militar, saindo em defesa de um sargento reformado, supostamente envolvido em transporte clandestino, e a Guarda Municipal, chefiada por um comando inerte e passivo - talvez, justamente, por ser composto por coronéis da PMEMG - podemos perceber o surgimento de uma possível rixa entre as duas corporações. Até aqui já tínhamos a grande indignação dos guardas de BH serem comandados por oficiais da PM. Veja o relato abaixo, transmitido pela rede social WhatsApp:


(15/1 20:59) "... Mostraremos nossa força boicotando a GM. Que os coronéis que trabalham lá na guarda assumam suas responsabilidades e comandem de verdade (...) Pessoal, espalha aí. Doravante,, qdo guarda tiver em dificuldades, vão esperar até a morte!!!Nas escolas, nas ruas, campos, construções, PM unidos são muito mais fortes!!!! (11:11 PM). Fonte: Print WhatsApp.

Vejamos então à que conclusão chegamos: Quem mais ganha com toda essa confusão é o crime organizado (ou não), uma vez que a sigla PMs x GCMs é um absurdo em todos os sentidos. Parte disso ocorre pelo apontamento já feito: um comando inerte e passivo, que não preza pelo seu efetivo, pois tem fortes relações com a outra corporação. Nisto, dizemos:

Entreguem o Comando da Guarda Municipal de Belo Horizonte ao seu efetivo de carreira!

Agora, também não podemos negar a nossa complacência com erros e atitudes antiéticas - tanto lá como cá. Defender um colega que incorre em atitudes incoerentes com a profissão policial é ser complacente. E essa complacência é o que gera um corporativismo covarde, deturpado, mesquinho, antiético, torpe. Aquele tipo de corporativismo que mais visa proteger o transgressor do que evitar a injustiça. 

E o pior de tudo é que sentimos inveja desse corporativismo alienado. É quase como formar uma quadrilha especializada em proteger erros ao invés de defender os princípios éticos da profissão policial, que resulta na proteção daquilo que é mais importante para a corporação: a sociedade de modo geral.

Esse tipo de corporativismo cega os nossos olhos. Em nome de um integrante que transcorre os limites da lei, nos tornamos complacentes e consequentemente, colocamos em xeque o nome de nossas corporações.

PMs versus GCMs: Um a Zero para o crime organizado - e olha que nem precisou entrar em campo!




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