05 dezembro 2014

Memórias - Bandidão era aquele com um .38

05/12/14 - Por Dennis Guerra: Hoje acordei pensando em escrever algo sobre coisas do passado. Havia comigo um forte desejo de comentar lembranças de minha infância - 

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bem, na verdade a tempos tento encaixar certos assuntos. Quando vi o vídeo ao final deste artigo, pensei: era o que eu precisava para fazer isso. Serei breve em minhas memórias (lá pelos idos de 1988):

Bandidão era aquele com um .38

No bairro em qual eu morava haviam dois conhecidos bandidos. Um era o Neco e o outro o Quiba (nomes fictícios). Eu, com cerca de 13 anos de idade, tinha pavor desses caras. Nunca vi, mas diziam que eles andavam com revólver - veja: diziam que eles andavam com revólver - além dos vizinhos não terem certeza se aquilo era verdade ou não, percebe-se que os criminosos que possuíam um revólver eram considerado os bandidões.

Hoje, qualquer moleque consegue uma pistola. Revólver calibre .38 então, nem se fala... (e alguns afirmam que a maioria dos crimes cometidos são pelas armas legalizadas). 

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Eu tinha medo da polícia - e era medo mesmo!

Tínhamos (os meus colegas de infância e eu) medo da polícia naquela época. E sem falsos moralismos ou hipocrisias absolutas, foi o que nos salvou de fazer muita merda na vida. Certa vez, subi no muro da escola pelo lado externo, quando uma viatura da PM parou e perguntou que merda eu fazia ali em cima. Cara, me caguei só de ouvir o policial falando comigo. Ele disse que se nos pegasse ali novamente, iria nos levar aos nossos pais - pronto, aí o couro iria comer de vez!

Aquele medo da polícia se tornou respeito - sim, respeito. Atualmente qualquer um se acha ofendido e superior ao Poder Público - o que não é nada além do quê as forças policiais representam. Não: a polícia não representa opressão, ela representa o Poder Público.

E levar uma cintada bem dada de meus pais mostrava-me que as minhas atitudes deixariam marcas na vida - então, que eu escolhesse as melhores decisões. Hoje, além de alguns pais não serem preparados nem para assumir um papel biológico tão primário, o governo decide se intrometer tentando remediar o seu erro (sim, erro do governo) criando uma lei para regrar tais condutas.

E MAIS: Petição Pública tenta sensibilizar a sociedade para pressionar a aprovação de projeto de lei que pretende tornar hediondos crimes contra policiais (Você vai assinar ou ficar 'choramingando' no WhatsApp?)

Que tal um vídeo para nos fazer lembrar aquela época? 

O vídeo abaixo foi gravado em 1988. Durante cerca de 40 minutos uma família circula pelas ruas de São Paulo.

RELEMBRE: Apresentação de Mário Sérgio Cortella durante as comemorações dos 28 anos da Guarda Civil Metropolitana (Atualizado)

Observe as mudanças ocorridas no cenário nos últimos 26 anos. Veja também que, atualmente, 40 minutos seriam o suficiente para essa mesma família ter sido vítima de algum crime durante o trajeto. Claro, em 1988 também, mas hoje, com a enorme sensação de insegurança vivida pela sociedade, as probabilidades são bem maiores. Assista:





Fonte: Sou de São Paulo


Dennis Guerra: Brasileiro, 39 anos de idade, casado: Treze anos na Guarda Civil Metropolitana; Doze anos na função de Motociclista; Gestão Específica. Cursos SENASP: Condutor de Veículos de Emergência; Violência, Criminalidade e Prevenção; Técnicas e Tecnologias Não Letais para Uso Policial; Capacitação em Educação para o Trânsito; Aspectos Jurídicos da Abordagem Policial e Uso diferenciado da Força. Outros: Táticas Operacionais Defensivas - CFSU; Escolta e Batedor com Motocicletas - PRF; Pilotagem Segura com Motocicletas CET; Pilotagem Defensiva Honda Indaiatuba Curso de Educador - CFSU.

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