09 maio 2014

Absolvição meia-boca – Escrivã torturada e desnuda por cães da DOP é absolvida ” in dubio pro reo”

09/05/14 - Segundo a denúncia, a ex-escrivã  - em 2009 – teria recebido R$ 200 para ajudar um acusado a se livrar de um inquérito.  Durante a investigação no próprio distrito e com a presença do delegado titular da delegacia, Renato Luiz Hergler Pinto, chefe da acusada, o delegado da Corregedoria Eduardo Henrique de Carvalho Filho decide pela revista da 

policial acusada que apesar de não se recusar a ser revistada, implora que isso seja feito por policiais femininas. Na sala há seis agentes públicos, os três delegados, mais dois agentes e duas policiais femininas.
O delegado da Corregedoria insiste na necessidade de que a revista tem de ser feita na presença de membros da Corregedoria, a acusada aceita, mas pede que  uma delegada da Corregedoria faça este trabalho.
Imagens em vídeo  foram  gravadas pela própria Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo por ordem dos delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, ambos agentes da Corregedoria e protagonistas da ação deflagrada por requisição do GAECO.
Todavia, inicialmente, o vídeo foi suprimido com elemento de produção de prova em desfavor da acusada. 
As imagens caíram no domínio público em razão de agentes da própria Corregedoria vazarem o vídeo por meio de e-mail fazendo chacota .
O vídeo ganhou a denominação “A Periquita da Escrivã”.
Quando da revelação do atentado à dignidade da investigada, a diretora da Corregedoria Maria Inês T. Valente  foi exonerada pelo secretário Antonio F.P.; este alegou o indefectível : NÃO SABIA DE NADA!
A suspeita sem nem sequer ter sido julgada foi expulsa da Polícia Civil.
Agora, por sentença publicada ontem , 5 de maio de 2014 , o Poder Judiciário reconheceu a ilicitude das diligências  em desfavor da ex-escrivã , absolvendo-a das acusações de concussão ou corrupção passiva, sob fundamento de insuficiência de provas.
Com efeito, muito rigor com uma coitada, apenas  para grande corrupto mostrar serviço e fazer pose de vestal da probidade. 



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