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17 abril 2014

PM da Bahia decreta greve, e Estado pede Força Nacional (Atualizado)

17/04/14 - Encaminhado por Grafikart!: O clima de tensão dominou Salvador na noite desta terça-feira (15), após os policiais militares decidirem entrar em greve. Os ônibus deixaram de circular na capital baiana após às 21h, e os trabalhadores noturnos foram liberados mais cedo. Temendo uma onda de violência, o governo do Estado já anunciou que pediu


apoio à Força Nacional. Escolas e faculdades também suspenderam aulas. Os militares se reuniram a portas fechadas, e a paralisação foi anunciada pelo presidente da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia), Marco Prisco, que disse que a proposta do governo foi rejeitada. Eles alegam que tentam um acordo com o governo há nove meses, com pedido de melhoras no plano de carreiras e reajuste.

O clima ficou tenso durante a assembleia, e parte dos cerca de 10 mil policias que foram ao encontro entoaram cânticos de "ô, ô, ô, a PM parou". O deputado estadual Capitão Tadeu Fernandes (PSB), que também representa os militares, disse que o governo foi "tímido em suas propostas" e "não cumpriu a lei de isonomia entre ativos e inativos."
Em nota divulgada no fim da tarde, a SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) informou que vem "mantendo o diálogo aberto e franco com as associações representativas da Polícia Militar, se comprometeu a rever os pontos apresentados na proposta de modernização da PM, como o Código de Ética, o Plano de Carreira dos Praças e Oficiais e as promoções na corporação, antes das propostas serem enviadas para a Assembleia Legislativa."
"Um documento foi assinado por mim, pelo comandante-geral e por um dos líderes das associações. Ficou decidido que estas propostas seriam assumidas pelo governo. Durante a deliberação da categoria, recebi uma ligação desta liderança, informando que estava tudo acertado para a aprovação do que havia sido acordado. Ainda assim, foi decretada a greve", disse o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa.
A secretaria informou que o governo "está tomando todas as providências para manter a segurança da população". Barbosa explicou que foi também foi decretado termo de "garantia da lei e da ordem". Em nota, o governo diz que apresentou novas propostas aos militares nesta tarde, entre os quais reajuste da gratificação de Condição Especial de Trabalho e rediscussão do novo Código de Ética.

Medo


Uma série de boatos disseminados pelas redes sociais anunciando assaltos e arrastões fizeram com que muitos moradores não saíssem de casa, e as ruas ficaram desertas. Pelas redes sociais, internautas alertavam para a greve e pediam que ninguém saísse de casa.
Os rodoviários anunciaram retiradas dos veículos das ruas, mas informaram que voltam a circular às 5h desta quarta-feira (16). Uma nova paralisação não está descartada, caso os militares deixem mesmo de fazer ronda. Escolas e faculdades também já anunciaram suspensão das aulas nesta quarta-feira, em comunicados emitidos nesta noite. Por conta da greve, a UFBA (Universidade Federal da Bahia) decidiu pela suspensão das aulas e das demais atividades acadêmicas e administrativas nesta quarta e quinta-feira. Na terça-feira (22), haverá reunião para saber sobre o retorno das aulas. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) decidiu suspender as atividades.
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), convocou reunião emergencial para definir como será o funcionamento dos órgãos públicos com a greve. A cúpula da segurança estadual convocou entrevista na noite desta terça, disse que a greve foi uma surpresa e anunciou que pediu ajuda federal. (Com A Tarde)
Força: UOL Notícias

Acordo coloca fim à greve da Polícia Militar na Bahia

São Paulo, 17 abr (EFE).- A Polícia Militar da Bahia encerrou a greve de dois dias que provocou um aumento no número de assassinatos em Salvador, assim como de saques e roubos, informaram fontes sindicais.
Durante o primeiro dia da greve, que começou na noite de terça-feira, os ônibus municipais não circularam por conta da falta de segurança e vários locais de comércio foram obrigados a fechar suas portas por conta dos saques que foram registrados em diferentes lojas e supermercados.
Só na quarta-feira o número de assassinatos em Salvador disparou para 21, mais do triplo que a média diária de 2013 (6), de acordo com a Secretaria Regional de Segurança Pública.
Nos dois dias de paralisação, foram registrados 39 homicídios na região metropolitana de Salvador.
Segundo disse à Agência Efe a Associação de Policiais e Bombeiros (Aspra) da Bahia, a Polícia Militar e o governo regional conseguiram chegar a um acordo para aumentar o salário dos agentes, principal reivindicação dos grevistas, embora ainda não tenham sido divulgados detalhes da negociação.
Antes de anunciar o fim da greve, o Tribunal de Justiça da Bahia a declarou ilegal e ordenou a "imediata" retomada das atividades dos policiais para garantir a segurança.
Perante a ausência da Polícia Militar nas ruas desde terça-feira, o governo federal do Brasil enviou a Salvador cerca de cinco mil militares dos diferentes corpos das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança, que deixarão o estado uma vez que a situação seja normalizada.
Salvador, uma das cidades mais povoadas do país com quase 2,8 milhões de habitantes, é também uma das mais violentas com uma taxa de 62 homicídios para cada cem mil habitantes, segundo o Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos (Cebela).
Durante o mês de março de 2013, a cidade alcançou um pico de 149 homicídios em 31 dias, o que levou às autoridades a tomar medidas especiais. EFE
Encaminhado por Jorge Costa. Fonte: Yahoo

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