01 fevereiro 2014

O 'Crime do Poço' e o Edifício Joelma

01/02/14 - Dia 23 de novembro de 1948, depois de várias denuncias do estranho desaparecimentos de mulheres em uma casa da Rua Santo Antonio, nº 104, no Bexiga, o químico e professor Paulo Ferreira de Camargo suicida-se no exato




momento em que a policia retirava do poço do seu quintal os corpos de sua mãe e das duas irmãs, pessoas que ele havia matado há 19 dias.


O Crime do Poço” como ficou conhecido, foi uma vingança de Paulo contra sua família que não aceitava seu romance com uma enfermeira, a qual não era mais virgem, indo totalmente contra os padrões da época, sendo um completo escândalo. Paulo Ferreira enfrentava constantes brigas com sua mãe e irmãs, as quais eram totalmente contra seu namoro com a enfermeira. Irritado ao extremo, arquitetou o modo como resolveria aquilo.



O Professor Paulo Ferreira de Camargo (O Assassino)

Mandou então que fosse construído um poço nos fundos da casa, já como parte do seu plano.
No dia 23 de novembro de 1948, Paulo se reunião com sua família para lancharem, como normalmente faziam. 
De modo furtivo, Paulo colocou sonorífero no alimento de sua mãe e irmãs.


Momento do resgate dos corpos no interior do Poço
(Local onde o Bombeiro adquiriu a Infecção Cadavérica e veio a falecer tempos depois)

Drogadas, elas dormiram rapidamente. Em seguida Paulo peqa um revólver e efetua vários disparos contra todas elas, as quais morrem na hora. Após o assassinato, Paulo coloca capuzes nas cabeças da vítimas, arrasta os corpos para os fundos da casa, e os joga no poço recém construído. Nos dias que se seguem, Paulo leva uma vida normal.



Corpo do Professor Paulo Ferreira de Carmargo, quando encontrado no banheiro de sua residência, após ter se matado com um tiro de garrucha no peito.

Passados alguns dias, as pessoas estranham o desaparecimento das três mulheres. A polícia então visita a casa de Paulo, o qual entra em contradição, dizendo ora que sua mãe e irmãs viajaram, ora que sofreram um acidente.

Vizinhos então contam à polícia que alguns dias antes ouviram barulho de tiros e uma estranha movimentação nos fundos da casa, próximo ao novo poço. Quando a polícia vai verificar o local, acaba encontrado a horrivel cena do crime, com os corpos dentro do poço. Vendo que não havia mais saída, Paulo Ferreira pede para ir ao banheiro. Chegando lá, pega o revólver que havia escondido nesse local, e comete suicídio com um tiro no peito, deixando para sempre dúvidas e suposições das mais absurdas.


Corpos das Vítimas após terem sido retirados do poço pelos soldados do corpo de bombeiros.
Os corpos estavam de cabeça para baixo com sacos cobrindo suas cabeças.

Paulo Ferreira de Camargo era Professor do Departamento de Química da Universidade de são Paulo, a qual se localizava naquela época na alameda Glette. Uma carreira brilhante, interrompida estupidamente. Descobriu-se posteriormente que o Professor Paulo Ferreira fazia uso de drogas, isso talvez devido ao fácil acesso aos produtos químicos em sua profissão.


Casa original onde ocorreu o terrível "Crime do Poço"

Também foi revelado por companheiros de onde lecionava, que o Professor Paulo Ferreira já apresentava à algum tempo um comportamento desiquilibrado, pois andava armado, e segundo constatado, havia efetuado disparos com seu revolver no interior do laboratório de química da faculdade. 
Observa-se que após a retirada dos corpos das vítimas de dentro do poço, um dos bombeiros morreu de infecção cadavérica*, sugerindo ser mais uma vítima da "maldição" contida no local.

[*Infecção Cadavérica: É um tipo de infecção adquirida quando uma pessoa sem as devidas proteções, não utilizando luvas e máscara apropriada, realiza contato com cadáveres, adquirindo dessa forma infecções diversas pelo corpo, podendo levar em alguns casos até a morte.]

A casa onde ocorreu o crime ficou fechada por muitos anos. Mais tarde foi demolida e no seu terreno foi construído o Edifício Joelma, objeto de tão triste memória.


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O Cão De Guarda Notícias

Autor e Editor

Dennis Guerra Contato Whatsapp 11 95580-1702

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