30 dezembro 2015

Comando Geral da Polícia Militar de SP autoriza os seus policiais a não utilizarem a gandola durante calor intenso

30/12/15 - Por Dennis Guerra: A algum tempo, escrevi o texto abaixo sobre a relação entre as altas temperaturas e os uniformes dos agentes de segurança no Brasil. Nessa semana, o Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo autorizou o seu efetivo a utilizar apenas a camiseta e colete antibalístico, retirando assim a obrigatoriedade da gandola quanto a temperatura atingir 30 Graus. Assista ao vídeo clicando AQUI

Veja também: São Paulo - Mais uma madrugada tranquila...

Agora, eu farei uma análise quanto à então obrigatoriedade da utilização da cobertura - que na Polícia Militar ficou mais maleável. Você já percebeu o quanto a intensidade de sensação térmica aumenta durante o seu uso? Apesar de ter ouvido de algumas pessoas que a Polícia Militar estaria perdendo o rumo por não cobrar a utilização da cobertura, eu, por outro lado, imaginava quais estudos sobre a relação cobertura / sensação térmica / conforto do policial estariam por detrás da decisão.

A relação entre as altas temperaturas e os uniformes dos agentes de segurança no Brasil

02/02/14 - Por Dennis Guerra: Ao observar mais atentamente a notícia sobre os altos índices de temperatura que assolam a cidade de São Paulo - e no Brasil -  nos últimos dias, pergunto: como os agentes de segurança estão sendo preparados para o que vem por aí? 

VEJA TAMBÉM: São Paulo tem a maior temperatura de fevereiro em 71 anos - Termômetros da capital registraram 35,8 graus neste sábado


Além do mais, a questão que envolve o fenômeno aquecimento global - que não convém entrar mais a fundo no assunto - já está mais do que clara para a maioria de nós. E mais uma vez pergunto: como as políticas de segurança em nosso país estão considerando isso como complemento às suas diretrizes?

Afinal, esperar que o agente de segurança esteja cada vez mais empenhado na sua missão fim sem considerar que condições para isso sejam levadas a cabo seria, no mínimo, surreal. Não importando se ele é agente da União (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal) dos Estados (Polícias Militares) ou dos municípios (guardas municipais), o impacto na saúde e, consequentemente no serviço, é o mesmo.

Reparem neste vídeo abaixo, encaminhado pelo colaborador Marcio Ribeiro. Nele, podemos observar um documentário sobre o dia-a-dia da Guarda Civil da Espanha. Salvo qualquer relação referente ao serviço em si, repare no uniforme. Considerando se tratar de um país de clima temperado, o verão na Espanha não deve, nem ao menos, atingir as altas temperaturas que ocorrem no Brasil. Fonte/vídeo: Cuatro




Feita essa análise, considere um dia simples de serviço com temperaturas na média do 35°. Parece inacreditável que qualquer agente submetido a um calor tão intenso não sinta ao menos uma vontade de largar tudo isso e correr para um chuveiro. Isso se não chegar ao ponto de realmente passar mal e ser socorrido a um hospital. Você não acredita que aquele que foi preparado para salvar vidas não passe por algo assim? Lembre-se, são pessoas como você.





























A cidade de São Paulo registrou na tarde deste sábado, 1º, a maior temperatura para um mês de fevereiro em 71 anos. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros da capital paulista marcaram 35,8 graus por volta das 16h, o valor mais alto em um mês de fevereiro desde 1943. Fonte: Estadão/São Paulo


Por outro lado, você pode pensar que o investimento em tal tecnologia - que não chega a ser algo de outro mundo, pois encontra-se na maioria dos uniformes esportivos em qualquer loja - poderia ser um choque em relação à tradição das instituições de segurança e seus uniformes clássicos. Definitivamente, tradição pode co-existir com tecnologia.

Além disso, políticas sérias de segurança devem envolver investimentos diretos no agente. Preservar condições psicológicas e de saúde devem ser ponto de honra para os gestores. Ter um agente preparado é dever do gestor. Nada menos! 

Sobre o autor: Dennis Guerra - Brasileiro, 40 anos de idade, casado: Doze anos na Guarda Civil Metropolitana; Onze anos na função de Motociclista; Gestão Específica. Cursos SENASP: Violência, Criminalidade e Prevenção; Técnicas e Tecnologias Não Letais para Uso Policial; Capacitação em Educação para o Trânsito; Aspectos Jurídicos da Abordagem Policial e Uso diferenciado da Força. Outros: Táticas Operacionais Defensivas - CFSU; Escolta e Batedor com Motocicletas - PRF; Pilotagem Segura com Motocicletas CET; Pilotagem Defensiva Honda Indaiatuba Curso de Educador - CFSU.


Derretendo ao escrever este artigo...


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