02 novembro 2013

Tenente-coronel é afastado, mas continua recebendo salário de mais de R$ 11 mil sem trabalhar - ES

Reprodução
02/11/13 - O tenente-coronel José Dirceu Pereira, que tentou dar uma carteirada em uma blitz no último dia 13, na saída de uma boate na Reta da Penha, foi afastado do cargo pelo comando da Polícia Militar, mas continua recebendo salário de mais de R$ 11 mil. Ele era assessor jurídico do comandante-geral da PM, coronel Edmilson dos Santos, mas permanecerá afastado do cargo até o término das investigações, que deve durar no mínimo 40 dias.







A Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp) informou que o tenente-coronel não foi designado para nenhuma outra função até agora, e permanece à disposição das investigações. Mas segue recebendo o salário de tenente-coronel, que é de R$ 11.449,65. O valor está disponível para consulta no Portal da Transparência. Segundo a Sesp, uma nova função para o tenente-coronel será definida nos próximos dias. 



Após a divulgação das imagens e áudios que mostram o militar sem cinto de segurança e aparentemente embriagado, tentando intimidar os policias de trânsito para escapar da blitz, o caso está sendo investigado pelas polícias Militar e Civil e pelo Ministério Público.


Delegado de Trânsito pretende ouvir coronel na segunda-feira

O delegado de Delitos de Trânsito, Fabiano Contarato, que participa das investigações sobre o caso, disse que pretende ouvir o tenente-coronel José Dirceu Pereira na próxima segunda-feira (04). O militar pode ser condenado por três crimes, com pena máxima de 13 anos de reclusão.

"Ele será indiciado por resistência - por se opor a um ato legal que era a blitz -, desacato - a lei penal prevê punição para desacato entre servidores públicos, mesmo quando o desacatado tem posição inferior à de quem o desacatou -, e denunciação caluniosa, por denunciar os policiais que o abordaram sabendo que eram inocentes. Os três crimes juntos podem render uma pena máxima de 13 anos de reclusão", esclareceu o delegado.

O caminho da punição

Polícia Militar 
Apuração: 
Foi aberto Inquérito Policial Militar (IPM) pela Corregedoria da Polícia Militar para apurar condutas do tenente-coronel e demais militares. O IPM dura 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20

Promotoria
Denúncia: O IPM será enviado para o Ministério Público Militar, podendo ser remetido também ao MP Estadual. Promotores podem ou não denunciar os envolvidos

Justiça

Processo: Se a denúncia for aceita pelo juiz, é aberto um processo judicial



Disciplinar

Administrativo: Além de punições nas esferas da Justiça, processo pode ser aberto na PM para apurar transgressão disciplinar. Punição pode levar a desligamento do militar da corporação



Polícia Civil

Inquérito: Um inquérito já foi aberto na Delegacia de Delitos de Trânsito



Trânsito

Detran: Como qualquer motorista, o militar pode pagar multa e ter sua CNH suspensa

Fonte: Gazeta OnLine


Compartilhe pelo seu Whatsapp e colabore conosco (Clique AQUI)
image

O Cão De Guarda Notícias

Autor e Editor

Dennis Guerra Contato Whatsapp 11 95580-1702

0 COMENTÁRIOS DOS VISITANTES::

Postar um comentário

Constituição Federal:
Art. 5º / inciso IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vetado o anonimato;

O seu comentário é uma ferramenta importante para o aprimoramento deste site, porém, deverá seguir algumas regras:

1 - Fica vetado o anonimato;
2 - O comentário deverá ter relação com o assunto em questão.
3 - Não serão aceitos comentários que denigram o nome/imagem de quaisquer instituições ou de seus integrantes.
4 - Comentários inapropriados serão retirados pelo editor do site sem prévio aviso.

OBS.: Verificar Página Termos de Uso - Ao enviar o seu comentário, fica confirmado ter conhecimento da política de uso deste site.

biz.