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14 outubro 2013

SP quer usar guarda cadeirante até em vigilância de ruas

14/10/13 - Sugerido por Daniel Silva: De forma pioneira no Brasil, a Guarda Civil Municipal de São Paulo está chamando para compor seus quadros pessoas com deficiência física e sensorial. Um concurso público, aberto até o começo de novembro, reserva cem vagas para esse público, que poderá desempenhar qualquer função, mesmo as operações de rua ou de vigilância.





Isso significa que a cidade poderá ter, até o ano que vem, guardas em cadeira de rodas orientando pessoas ou cuidando do patrimônio público. A iniciativa tem resistência por parte de especialistas e autoridades em segurança.

"A expectativa é grande para que essas vagas sejam preenchidas. Queremos demonstrar uma política firme de inclusão. A deficiência está no meio e não nas pessoas", afirma o secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto.

VEJA AINDA:

Ao todo, serão 2.000 vagas para a guarda. As provas para pessoas com deficiência poderão ser realizadas em braile, para cegos e pessoas com baixa visão, em libras, para surdos, e serão em locais com acessibilidade.

Os candidatos devem ter concluído o nível médio de ensino, idade entre 18 e 35 anos até março de 2014, carteira de habilitação categoria B, além de altura mínima de 1,60 m para mulheres e de 1,65 m para homens (exigência mantida aos deficientes).

Uma comissão será montada para realizar os exames de aptidão física de quem tiver algum comprometimento físico ou sensorial.

"Os que passarem poderão desenvolver funções inclusive na rua. Várias questões estão contempladas no trabalho de um guarda municipal e não apenas correr atrás de bandido", diz Marianne Pinotti, secretária municipal da Pessoa com Deficiência.

"Queremos criar um modelo para o país mostrando que é possível", acrescenta.


Policial Militar afastado por invalidez desde 2004, após sofrer um acidente de carro, o ex-segundo-tenente Luis Fernando Sper Cavalli, 35, que é tetraplégico, acredita que há funções na segurança pública que podem ser realizadas por quem tem alguma deficiência.


Luis Fernando Sper Cavalli, ex-oficial da PM, que não conseguiu voltar à carreira militar - Eduardo Anizelli/Folhapress





Ele até quis voltar à carreira militar, mas não teve incentivo nem caminhos abertos para fazê-lo. Hoje Cavalli dá aulas de educação física adaptada e saúde em uma faculdade de formação de PMs.

"Atividades como o atendimento de chamadas de emergência, despacho de ocorrências, monitoramento de câmeras de vigilância, análises criminais, planejamento de operações, instrução do efetivo e serviços burocráticos em geral podem ser pensados para profissionais com deficiência."

INIMAGINÁVEL

Para Luís Flávio Sapori, sociólogo e coordenador do Centro de Pesquisas em Segurança Pública da PUC-MG, a medida é "surpreendente" e não adequada.

"É inimaginável para mim o trabalho de um guarda civil cadeirante. O critério físico para carreiras na segurança é fundamental. Não dá para querer ser politicamente correto em uma atividade que demanda, necessariamente, uma boa disposição do corpo para realizá-la."

As inscrições para o concurso podem ser feitas até 8 de novembro e o salário inicial é de R$ 1.377,32. As informações completas estão no site.

JAIRO MARQUES - DE SÃO PAULO

Fonte: Folha de S. Paulo

Saiba mais sobre o assunto:

Policiais militares com deficiência poderão atuar em funções adaptadas

Os policiais militares do Estado considerados incapazes para a atividade-fim da corporação são automaticamente aposentados. Com a proposta apresentada nesta quarta-feira (10) pelo Comando-Geral da Brigada Militar, essa realidade poderá mudar. A iniciativa de readaptação de militares estaduais julgados incapazes para a atividade-fim da Brigada Militar, busca reintroduzi-los em outras funções.
A ideia foi debatida pelo comandante-geral, coronel Fábio Duarte Fernandes, com servidores reformados por incapacidade para o policiamento ostensivo da corporação, representantes da Associação de Servidores da Área de Segurança e Portadores de Deficiência do Estado do Rio Grande do Sul (Asasepode) e da Associação Beneficente dos Acidentados da Segurança Pública do Rio Grande do Sul.
O comandante-geral explicou que o policial militar que tenha sua mobilidade reduzida em decorrência de ação em serviço poderá voltar a exercer suas atividades em funções adaptadas. “O comando possui a obrigação de consolidar, como valor institucional, a oportunidade para que as pessoas que tenham sofrido um acidente de trabalho possam ser readaptadas”, disse o coronel Fábio Fernandes.
Para o presidente da Asasepode, tenente-coronel da reserva, Guacir Bueno, essa iniciativa dará autonomia e independência aos servidores com deficiência, reduzindo as barreiras para a sua participação na sociedade, visando a reinclusão ao trabalho. “É uma iniciativa que motiva os integrantes da nossa entidade e nenhum comandante antes tinha se preocupado com essa questão”, enfatizou o presidente.
No encontro, foi criado um grupo de trabalho composto por oficiais e representantes das associações presentes na reunião, que durante 30 dias discutirá aspectos que podem ser agregados ou aperfeiçoados na minuta de projeto de lei a ser encaminhada ao Governo do Estado. A readaptação de policiais militares está prevista no Estatuto dos Servidores Militares Estaduais (Lei Complementar 10.990/1997), mas necessita de regulamentação, a partir de lei a ser apreciada na Assembleia Legislativa.
Texto: Soldado Sacha Rochele Nuñes 
Foto: Sgtº João Batista Xavier
Edição: Redação Secom



Atenção: Cadeirantes que se interessarem por esse assunto, por gentileza entrar em contato com a edição deste site para uma matéria específica. E-mail blog.guerra@hotmail.com
Fone: 7821-4414.

Muito obrigado!


2 comentários:

  1. sou GCM-sp, entendo que serão bem vindos para exercerem atividades internas na corporação tais como: sentinela, armeiro, sentinela,serviço de dia,escalante,operador de rádio,ou qualquer outro serviço administrativo..porém exercerem qualquer outra atividade externa na função de segurança(GCM) o mundo não esta preparado para tal missão e poderão ser os "bodes espiatórios para marginais" gde abço.

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  2. Boa tarde concordo que deficientes possam entrar corporações policiais desde que exerção função administrativas desta forma o efetivo pronto voltaria ao serviço de rua e só lembrando sentinela é serviço operacional

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