29 outubro 2013

Falta muito para compreender tudo isso!

29/10/13 - Por Dennis Guerra: Uma gíria comum entre os integrantes da maioria das instituições públicas de segurança é a corruptela de QSA: código de comunicação por rádio, que utilizada de maneira bem particular, significa ‘ter gratuidade’ em certas situações / comércios.


A maioria das instituições proíbe a manutenção de QSAs por seus subordinados por entender que existe aí uma espécie de



privatização da segurança pública, ao tempo em que passa a se negociar o bem oferecido pela permanência de agentes pelo comércio ou à disposição dele.

Porém, a realidade dessas instituições públicas levam os mesmos subordinados a recorrerem a tais artifícios. Falta de investimentos em frotas novas - gerando uma manutenção muitas vezes falha, estrutura - onde uma simples cadeira pode ser o resultado de uma troca de serviços, e os salários defasados - que geram até mesmo negociação por gratuidade nos almoços e lanches do dia de serviço do profissional.

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Por outro lado, esse mesmo QSA torna-se uma faca-de-dois-gumes, pois alguns desses agentes passam a acreditar que o seu QSA é um direito adquirido. Dessa forma, tudo isso torna-se um imenso ciclo vicioso onde mais uma vez o grande perdedor é a sociedade, que paga duas vezes pelo mesmo serviço: uma nos impostos e outra no que poderia ser chamado de imposto pelo costume.

E repare: normalmente o detentor ferrenho do seu direito a um QSA é justamente aquele que mais reclama do seu salário e o que menos faz para merecer recebê-lo.

Isso torna-se ainda pior quando a instituição é utilizada como escada para outros cargos públicos, pois nesse caso a relação é de puro canibalismo por parte do agente.

Não estou querendo aqui definir o que é certo ou errado, pois isso não me cabe: quero apenas entender melhor de quê tipos de políticas de segurança o Brasil é feito - e me falta muito para compreender tudo isso!


Sobre o autor: Brasileiro, 38 anos de idade, casado: Doze anos na Guarda Civil Metropolitana; dez anos na função de Motociclista; Cursando Gestão Específica. Cursos SENASP: Violência, Criminalidade e Prevenção; Capacitação em Educação para o Trânsito; Aspectos Jurídicos da Abordagem Policial e Uso diferenciado da Força. Outros: Táticas Operacionais Defensivas - CFSU; Escolta e Batedor com Motocicletas - PRF; Pilotagem Segura com Motocicletas CET; Pilotagem Defensiva Honda Indaiatuba Curso de Educador - CFSU.

2 comentários:

  1. Quem se utiliza de QSA vende a tropa e alimenta a ineficácia dos gestores que devem manter a instituição por meios orçamentários.

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  2. Muito obrigado pela participação, Professor João Alexandre!

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