Aprimorando a Capacidade e desenvolvendo a Habilidade - 2° Parte


Por Verci de Almeida

Como comandante você desempenhará dois papéis funcionais :

No primeiro, você é condutor de  subunidade: pelotão, sessão grupo ou fração. Aí se identifica o seu atributo de chefe, cuja atividade funcional se manifestará na sua ação de comando: Ação de comando: é o desempenho profissional de um comandante em todos os campos de atividade (administração do pessoal e financeira, informações, instrução, logística, etc.)



Objetivando o cumprimento da missão que lhe foi atribuída. No segundo, você é condutor de homens. Ai se identifica o seu atributo de líder, cujo a atividade funcional se manifestará na sua liderança:

A liderança é o processo de influenciar os comandados para que cooperem em favor do cumprimento da missão. Através da sua ação de comando você pratica seu poder de decisão e exerce seu poder de mando. Aqui você é imperativo. No exercício de sua liderança você consolida sua proeminência e aplica a sua capacidade de influência.  Aqui você é o motivador.

Como chefe, você faz da missão um dever a ser cumprido custe o que custar.  Ao mesmo tempo, como líder, você faz da missão causa comum do comandante e dos comandados.

Ao assumir o comando você deverá somar a sua autoridade legal  - poder de mando -  à  habilidade pessoal de conduzir homens  - capacidade de influenciar. Nisto você deverá colocar tudo o seu empenho e toda a sua inteligência.

Mas não se esqueça jamais:

O comandante, antes de tudo, é um chefe: o papel de líder é um atributo adcional que deverá ser elaborado por você próprio. O Comandante não é, por definição, o líder, mas aquele que tem que se fazer líder. E esta é uma das diferenças entre o líder militar e o líder politico, religioso, de classe ou bando, normalmente líder natural que se impõe por seus méritos, habilidade e atividade e que se faz chefe aceito pelo grupo.

A partir do momento em que o Comandante enriquecer a sua Ação de Comando com a prática da liderança, o exercício do comando ganha nova dimensão e uma maior eficácia. A subordinação já não se fará apenas com base  na obediência e no dever, mas também com base no respeito e na confiança no Comandante.

Cabe aqui uma advertência:

A partir de uma equivocada interpretação dos fins e processos da liderança, alguns comandantes, desastrosamente, em vez de exercerem a sua influência buscando a cooperação para o cumprimento da missão, tentam criar vínculos de afeição com seus subordinados, esperando obter popularidade, simpatia, amizade e prestigio.

Deste equivoco nascem os vícios do bom-mocismo, da ação de comando demagógica, da prevalência do bem-estar sobre a missão e, finalmente, a falência da autoridade.



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2 comentários:

  1. Almeida, ótimo texto! Com certeza muito elucidativo e motivador tambem.
    Vou dar um exemplo e gostaria de saber sua opnião comentada a respeito:
    Como a conversa é praticamente entre Homens Fardados gostaria de iliustrar minha pregunta usando um perfil de soldado, no caso o "Rambo"(Silvester Stallone).
    Na minha opnião um exmplo de soldado. Mas ele seria um bom comandante?




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  2. Caro amigo Jefferson posso dizer que Rambo é só um personagem de ficção uma maquina de combate

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